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ATENDIMENTO EFICIENTE: Braço de trabalhador é salvo após angioplastia no HGE

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O trabalhador rural Adriano Brito de Lima, de apenas 32 anos, quase perdeu o braço esquerdo. Isso porque, segundo o cirurgião vascular do Hospital Geral do Estado (HGE), Cézar Ronaldo, uma arteriosclerose foi desenvolvida através da Síndrome do Roubo da Subclávia, doença considerada rara. Entretanto, graças à eficiência da equipe médica do maior hospital de urgência e emergência de Alagoas, a circulação sanguínea na artéria subclávia esquerda foi recuperada, após a realização de uma angioplastia.

Ainda emocionado, o pai de Adriano, o também trabalhador rural Rubenilton Barbosa de Lima, de 61 anos, lembrou o início dos sintomas. “Meu filho teve dengue e suas defesas baixaram. Durante a recuperação, ele começou a reclamar de dores no braço esquerdo e achar estranha a cor de três dedos. Foi quando procuramos a médica do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arapiraca, que nos encaminhou para a Unidade de Emergência do Agreste”, relatou.

Após a consulta, Adriano recordou que foi medicado, mas as dores não passaram. “Foi quando os médicos realizaram alguns exames, ainda em Arapiraca, diagnosticando que o caso pedia um exame mais invasivo. Como o procedimento não podia ser feito na Unidade de Emergência do Agreste, encaminharam-me para o HGE, onde fiz raios-x, ultrassom, tomografia, até terminar com a angioplastia”, resumiu o agricultor.

Rubenilton lembrou que os primeiros sintomas iniciaram a cerca de um mês, mas o agravamento do quadro aconteceu no último dia 23, quando o atendimento médico foi procurado em Arapiraca. “Nós moramos em um sítio, na zona rural de Feira Grande. Para a gente, o deslocamento é muito caro e complicado. Porém, sabíamos que não podíamos desistir e correr o risco do meu filho perder o braço”, salientou.

De acordo com o cirurgião Cézar Ronaldo, os exames apontaram uma oclusão na artéria subclávia esquerda, fato que impedia a entrada e saída do sangue no membro superior esquerdo. “O que nos chamou atenção é o paciente ser novo, não ter um histórico de doenças vasculares se quer na família, não ser sedentário, não fumante e a taxa de colesterol estar normal. Mas, quando não sentimos a pulsação no punho durante exame, ficou evidente que algo impedia a passagem do sangue”, relatou.

A arteriosclerose é caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, reduzindo seu calibre. Seu desenvolvimento é lento, progressivo e pode acometer simultaneamente em diversas artérias do ser humano. “Em Adriano fizemos uma angioplastia [quando cateteres são inseridos pela perna ou braço e guiados até o coração para identificar a obstrução] e implantamos um stent”, ressaltou o médico.

Na manhã desta sexta-feira (03), Adriano foi liberado e voltou aliviado para a sua residência. “Agora ele apenas deve tomar medicamento para ‘afinar’ o sangue e adotar mais alguns cuidados com a alimentação. O braço está salvo”, concluiu o cirurgião.

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