SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Sesau orienta sobre como proceder diante dos sintomas de H1N1

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Atualizada às 11h45 de 04/04/2016

Fotos: Carla Cleto e Olival Santos

O aumento do número de casos de influenza H1N1 voltou a chamar atenção desde que foi registrado o surto da doença no Estado de São Paulo. Mas, qual a diferença entre uma gripe comum e a influenza? A técnica do Núcleo de Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Claudeane Nascimento, esclarece sobre a conduta que a população deve adotar diante dos casos.

As infecções causadas pelos vírus influenza, segundo a técnica da Sesau, são sazonais e ocorrem especialmente nos meses mais frios, quando é esperado um aumento da incidência das doenças respiratórias. De acordo com Claudeane Nascimento, os principais sintomas são febre de início súbito, tosse, dor de garganta, podendo ocorrer, ainda, vômito e diarreia.

Conforme informou Claudeane, alguns hábitos podem contribuir para prevenir a doença, como a higienização das mãos após consumir alimentos e a utilização de lenços descartáveis para higiene nasal. Também é necessário usar a face interna do braço ao tossir, para não contaminar as mãos e assim transmitir a doença às demais pessoas. Recomenda-se ainda evitar aglomerados de pessoas e deixar os ambientes internos bem ventilados.

“É fundamental , ainda, evitar compartilhar copos, talhares ou objetos pessoais e deve-se procurar assistência médica se surgirem sintomas que possam ser confundidos com as infecções pelo vírus influenza. E aos primeiros sintomas, é necessário procurar uma unidade de saúde”, orienta a técnica da Sesau.

Já para quem faz parte do grupo de risco, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, há recomendação de que o paciente receba o medicamento Tamiflu. “Quem não é do grupo de risco, vai ficar sobre o julgamento clínico, cabendo ao médico indicar se o paciente deve receber a medicação para tratar a síndrome gripal”, explicou Claudeane.

Dispneia – O alerta da técnica da Sesau é sobre a forma grave da influenza, quando é acrescentado o sintoma da falta de ar, conhecida como dispneia. Claudeane informou que esse paciente deve procurar de imediato uma unidade de saúde.

“O objetivo da Sesau e do Ministério da Saúde é identificar o tipo de vírus que está circulando”, apontou Claudeane. Por isso, a referência no Estado de Alagoas, em caso de hospitalização, é o Hospital Escola Hélvio Auto, localizado no Trapiche da Barra. Ela reforçou que “o tratamento está disponível em toda rede básica, média e alta complexidade do SUS para garantir um cuidado seguro e oportuno ao paciente”.

Os cuidados a serem tomados são os mesmos das doenças respiratórias e a vacinação contra influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações.  No entanto, Claudeane lembra que a imunização é voltada apenas para o grupo de risco.

Fazem parte desse grupo as crianças de seis meses a menores de cinco anos, os adultos com 60 anos ou mais, as gestantes, puérperas de até 45 dias após o parto, trabalhadores da saúde, população indígena, portadores de doenças crônicas, pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A vacinação contra a influenza pode ser encontrada nas unidades de saúde apenas durante o período de campanha. “Lembrando que a vacina é anual porque a cada ano esse vírus sofre uma mutação e, consequentemente, a vacina é modificada”, justifica a técnica estadual.

Neste ano, a 18ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza acontecerá no período de 30 e abril a 20 de maio de 2016. “As pessoas devem procurar a unidade de saúde no Dia D – o primeiro dia da campanha – e não deixar para última hora, o que dificulta o processo de imunidade, que acontece apenas após 10 dias da vacinação”.

Dados

Em Alagoas, há registro de casos desde a pandemia de 2009, quando foram confirmados 14. Em 2016, até a sexta-feira (1º), são 10 casos suspeitos de Influenza, que aguardam a confirmação do Instituto Fiocruz, no Rio de Janeiro, referência para o diagnóstico da doença no Brasil.

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