SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Assédio moral é discutido em palestra no Hospital Geral do Estado

Imprimir esta Notícia

hge assédio

Texto: Neide Brandão

Foto: Neide Brandão

Comentários indevidos, brincadeiras que têm por objetivo denegrir a imagem profissional ou a trajetória que o profissional vem percorrendo são características do assédio moral, ato ilícito que acontece no ambiente profissional e é mais comum do que se imagina. Na manhã dessa quinta-feira (5), o assunto foi tema de uma palestra no Hospital Geral do Estado (HGE). A ação foi organizada pela Seção de Qualidade de Vida do Trabalhador (QVT).

Maria Zélia Lessa, enfermeira do trabalho na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), explicou que questões organizacionais, forma de gerenciamento e as condições de trabalho, podem deixar o indivíduo vulnerável a prática do assédio moral. “A primeira característica para prevenir é identificar as condições de trabalho que podem levar ao assédio. Você não previne aquilo que você não conhece!”, alertou.

Segundo ela, com o enfrentamento de situações o indivíduo vai percebendo o que pode levar ao assédio moral e evitá-lo. “As questões de relacionamentos interpessoais no ambiente de trabalho, o vínculo com chefias, o entendimento sobre o trabalho, seus direitos e deveres. Familiarizado com essas situações o indivíduo pode prevenir o assédio moral”, completou.

O assédio moral ocorre entre colegas de trabalho, de subordinado para a chefia ou da chefia para o subordinado. A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.

relacionadas