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Enfermagem: comprometimento, dedicação e amor ao próximo

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Texto e foto: Neide Brandão

A rotina de Paula Cristina Vilela Canuto começa logo cedo, às 5h da manhã. Ela finaliza a organização das mochilas dos filhos, que iniciou na noite anterior, prepara lancheiras, o café da família e, às 7h, inicia seu plantão.

A enfermeira, de 35 anos, trabalha na Unidade de Acidente Vascular Cerebral do Hospital Geral do Estado (HGE). Lida com o atendimento de emergência e sabe a relevância da disciplina e entusiasmo na assistência ao paciente.

Paula faz parte dos mais de mil profissionais da área de enfermagem do maior hospital público de emergência estadual e, segundo a coordenadora da enfermagem do HGE, Mailda Oliveira, possui o perfil ideal para atuar em uma unidade de emergência hospitalar, a exemplo do HGE, que necessita de comprometimento com o paciente, capacitações específicas e engajamento com a equipe multiprofissional.

“Vocação em cuidar de pessoas, busca pela excelência profissional e disposição para encarar expediente durante a madrugada. Essas são algumas das qualidades requeridas para se tornar um bom enfermeiro. Não tem jeito. Na enfermagem, ou você se dedica ou você não faz. Não pode estar ‘mais ou menos’. Os problemas pessoais devem ficar em casa e, na hora de ingressar no trabalho, o profissional precisa doar-se 100% para a recuperação do paciente”, salientou a coordenadora.

Segundo ela, a disposição para trabalhar em horários adversos e finais de semana faz com que a profissão exija dedicação total. Mailda Oliveira ressalta que, apesar do fator humano ser o mais importante para exercer bem a profissão, a técnica também é fundamental. “A atualização nessa área significa muito. A responsabilidade é muito grande e os profissionais precisam estar constantemente estudando”, completou.

Atualização – Paula Cristina sabe bem disso. A enfermeira sempre procura estar atualizada na área neurológica, participando de treinamentos e capacitações. Durante sua trajetória profissional já conviveu com pacientes que corriam sérios riscos de vida e na vida pessoal também não foi diferente. Filha de pai diabético e mãe cardiopata, a enfermeira é mãe de dois filhos, de 15 e seis anos; o mais novo, especial.

Ela já trabalhou na área azul do HGE e na internação, alas D e F. Atualmente, na unidade de Acidente Vascular Cerebral, cuida de pacientes com quadro de AVC isquêmico e ataque isquêmico transitório de alto risco. Ambos com tratamento específico na unidade, quando se recebe atendimento em até quatro horas e meia, seguindo os sinais e sintomas respectivos, que são o desvio de comensura labial, a perda da função motora e a dificuldade de fala. Paula afirma que vive uma relação de amor com a profissão que escolheu.

Para a enfermeira, trabalhar com enfermagem neurológica é um desafio, porque eles recebem pacientes bem debilitados e, ao saírem, na alta, já se comunicam tranquilamente, muitos sem sequela alguma.

“Trabalhar no HGE é uma das melhores experiências da minha vida. Ter a oportunidade de ajudar os pacientes que estão sob a minha responsabilidade e agilizar serviços, sejam eles assistenciais ou de gerenciamento, sempre me enchem de orgulho. É gratificante vê-los saindo, agradecendo a assistência da equipe multiprofissional”, evidencia a profissional.

Como Paula, Marta Valéria Costa, de 52 anos, também enfermeira, é encantada pela “arte” de cuidar das pessoas e faz isso há 27 anos. “Nem todos têm esse desejo de se dedicar a pessoas que sequer conhecem. Por isso considero a enfermagem uma arte. Acho a enfermagem uma profissão linda, justamente porque exige sempre colocar o fator humanístico na frente de qualquer coisa”, relatou.

Marta Valéria também tem dois filhos, um deles decidiu seguir a profissão da mãe. Com experiência nas áreas pública e privada, a enfermeira relata que é necessário agir da mesma forma nos dois ambientes. “Não existe diferença. Eu sou enfermeira e não posso fazer acepção. Comecei a trabalhar com o intuito de cuidar de pessoas e até hoje é a parte preferida do meu trabalho”.

A enfermeira completou que, apesar das dificuldades que existem por lidar com a vida e a morte, a gratificação de participar efetivamente de todas as etapas da recuperação de um paciente justifica todos os percalços.

“Os enfermeiros têm uma relação de muita afetuosidade com os pacientes. No meu caso, por exemplo, que faço atendimento individual, o relacionamento fica muito bacana. A gente acaba se emocionando com cada passo da recuperação”, acrescentou Marta Valéria.

Assistência do enfermeiro – Atualmente são muitas as áreas nas quais os enfermeiros podem atuar. Além dos hospitais e unidades de saúde, empresas, centros comerciais e quaisquer lugares com grande circulação de pessoas exigem a presença de um profissional da área. Outro campo de trabalho é a assistência pessoal dentro de casa, onde pacientes que precisam de cuidados especiais recebem a atenção dos profissionais da enfermagem.

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