SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

UPA do Trapiche recebe orientações de neurologista da Unidade de AVC do HGE

Imprimir esta Notícia

UPA TRAPICHE (10)

Texto: Thallysson Alves

Fotos: Thallysson Alves

O Hospital Geral do Estado (HGE) apresentou à diretoria da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Trapiche o funcionamento da única unidade especializada em atender pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) em Alagoas. O objetivo foi levar aos médicos e enfermeiros do município informações sobre o serviço e cuidados iniciais necessários para o melhor atendimento do maceioense com risco de derrame.

A doença é a principal causa de morte no Brasil, segundo informou a neurologista e coordenadora da Unidade de AVC do HGE, Simone Silveira. “É uma emergência médica e o cuidado com esses pacientes deve ser em unidade fechada nas primeiras horas. O nosso objetivo com a unidade é a neuroproteção: tratar, investigar, conduzir e reabilitar”, pontuou.

A médica recorda que o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já estão preparados para o primeiro atendimento a suspeitos de portar a doença, mas ressalta que a vítima de AVC pode ser socorrida pela família e levada diretamente ao HGE ou a própria UPA, possibilidade que torna obrigatório o conhecimento do funcionamento da unidade em ambas as portas de entrada.

“Todos os doentes com suspeita de AVC devem ser levados ao HGE, mas só são admitidos na Unidade de AVC aqueles que o acompanhante possa afirmar que os sintomas iniciaram em até 4h30 antes da chegada no hospital, doença na fase hiperaguda e aguda, e com sonolência leve, sintomas flutuantes ou em crescimento, ataque isquêmico transitório. Estes são candidatos à trombólise [medicamento capaz de dissolver o coágulo]. Fora dessas condições, o doente necessitará de um cuidado ainda mais complexo, podendo necessitar de ventilação mecânica, cirurgia e até internamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”, explicou a neurologista.

A diretora da UPA, Sandra Gico, disse ter ficado maravilhada com a linha de cuidados promovida pelo HGE. Ela recordou que, não há muito tempo, esse tipo de doença não recebia o devido tratamento para combater sequelas. “Agora vamos preparar a nossa equipe para melhor identificar pacientes suspeitos da doença e nos afinarmos para poder agir com rapidez e qualidade até a conclusão da transferência ao HGE”, concluiu.

relacionadas

CIB