SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Sesau e CRM irão elaborar protocolo de vigilância sobre o vírus mayaro

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Repórter: Josenildo Törres

Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRM/AL) irão elaborar um protocolo de vigilância para enfrentamento do vírus mayaro, que ainda não foi notificado em Alagoas.  A decisão foi tomada nesta sexta-feira (11), durante reunião no Conselho Regional de Medicina (CRM/AL), depois que pesquisadores da Flórida o identificaram no Haiti e concluíram que o vírus pode estar espalhado pelo continente americano.

O protocolo, que deve ser divulgado na próxima semana, representa uma medida de prevenção e irá orientar os profissionais de saúde sobre as condutas que devem ser adotadas ao atenderem pacientes com suspeita de estarem infectados pelo mayaro. O vírus, segundo o Ministério da Saúde (MS), foi identificado pela primeira vez no Brasil em 1954, sendo registrado em regiões silvestres da Amazônia.

Segundo o Ministério da Saúde, entre dezembro de 2014 e junho de 2015, foram confirmados 197 casos de febre do Mayaro nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins. O Estado de Goiás notificou 66 casos até fevereiro de 2016 e não há mais dados atualizados deste ano, segundo informou o Datasus.

“A Vigilância em Saúde deve atuar de forma antecipada para assegurar a prevenção e a assistência. Por isso, em reunião com os integrantes do CRM/AL, decidimos nos antever e criar um protocolo que vai orientar todos os profissionais de saúde diante do mayaro, que anteriormente era transmitido por mosquitos silvestres, mas pode estar sendo transmitido por vetores urbanos, como o Aedes aegypti e Aedes albopictus”, explicou a superintendente de vigilância epidemiológica da Sesau, Cristina Rocha.

Ela informou que o vírus mayaro provoca uma febre semelhante à dengue e a chikungunya, começando com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. No entanto, em seguida, podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores nas articulações. Como os sintomas são semelhantes, a febre do mayaro pode ser confundida com a dengue e chikungunya.

Além da superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Cristina Rocha, participaram da reunião na sede do CRM/AL, o presidente da entidade, Fernando Pedrosa, e os médicos infectologistas José Maria Constant e Fernando Maia. O encontro também contou com a presença de técnicos da Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis, da Gerência de Análise da Situação da Saúde, do Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) e do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Alagoas (Cievs/AL).

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