SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

NOTA TÉCNICA SOBRE O REGISTRO DE CASOS DE MIALGIA NA BAHIA

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Superintendência de Vigilância em Saúde – SUVISA

Gerência de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis – GEDT

Gerência do Laboratório Central de Saúde Pública – LACEN

Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde – CIEVS

 

Superintendência de Atenção à Saúde – SUAS

 

 

(21/12/2016)

 

A Secretaria de Estado da Saúde – SESAU, atenta à variada e intensa disseminação de informações sobre o Alerta Epidemiológico Nº 01, emitido pela Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (SESAB), em 16 de dezembro de 2016, vem prestar alguns esclarecimentos/orientações, tomando como referência o que já vem sendo adotado por aquela e por outras Secretarias de Estado:

1)            Neste momento, não há registro de casos em Alagoas;

2)            A situação, no entanto, aponta para uma conduta vigilante por parte das autoridades de saúde do Estado e dos municípios, equipes técnicas e profissionais, mas sem alardes;

3)            Deve ser dada atenção especial à identificação de pessoas com suspeita clínica, em todas as oportunidades de contato com pacientes que apresentem os seguintes sinais e sintomas: dor muscular intensa, de início súbito, acometendo principalmente a região cervical e de trapézio, associada a dores nos braços e/ou coxas, e/ou panturrilhas, sem causa aparente, e com alterações de enzimas musculares (creatinofosfoquinase – CPK);

4)            A notificação da suspeita deve ser feita ao CIEVS (82 3315-2059; 98882-9752) e/ou à vigilância da secretaria de saúde do município onde foi identificada a suspeita, tendo em vista a adoção em conjunto (estado e município) de medidas ainda em discussão pelo setor saúde;

5)            Coletar amostras de soro e fezes e encaminhar ao LACEN estadual, acompanhadas da ficha de notificação individual do SINAN, identificadas da seguinte forma: “suspeita de mialgia aguda”, bem como com a ficha do GAL.

6)            Por não haver tratamento específico a recomendação é de realizar dosagem de CPK ou TGO (transaminase oxalacética) para observação do aumento das enzimas musculares; observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado, durante 48 ou 72 horas. Não é indicado o uso de anti-inflamatórios.

Sobre a situação no Estado da Bahia

  • 14/12/2016: foram notificados 9 casos suspeitos de mialgia em pessoas de 3 famílias distintas, apresentando os seguintes sinais e sintomas: mialgia de origem não especificada, quadro de início súbito de fortes dores na região cervical, na região do trapézio, seguida por dores musculares intensas em braço, dorso, coxas e panturrilhas. Todos os pacientes apresentaram elevação significativa das enzimas musculares e urina turva (cor de Coca-Cola). 4 pacientes manifestaram discreto exantema; 1 desenvolveu insuficiência renal aguda, resolvido após hidratação. Nenhum paciente apresentou febre, artralgia, cefaleia, sintomas respiratórios ou gastrointestinais.
  • A SESAB, até a manhã do dia 20/12, informou em seu site a notificação de 22 pacientes com sintomas de dor muscular intensa, de início súbito, acometendo, principalmente, a região cervical (pescoço), ombros, costas, coxas e/ou panturrilhas. Todos os pacientes residem na Capital, sendo que 14 relataram o consumo de peixe, enquanto 8 não consumiram peixe ou não se recordam de tê-lo consumido.

Para mais informações acessar:

http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/index.php?option=com_content&view=article&id=11464&catid=13&Itemid=25

http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/index.php?option=com_content&view=article&id=11454:alerta-epidemiologico-para-profissionais-de-saude&catid=13:noticias&Itemid=25

 

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