SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Sesau fará intervenção para prevenir a esquistossomose entre quilombolas

Imprimir esta Notícia

A esquistossomose é uma doença endêmica e é mais comum em pessoas expostas a águas contaminadas em rios, córregos e lagos

Repórter: Fabiano Di Pace
Repórter Fotográfico: Olival Santos

Para analisar a situação e prestar assistência em casos de infecção de esquistossomose, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) irá realizar uma investigação com quilombolas dos municípios endêmicos do Estado. Por meio desta ação, 16 municípios serão beneficiados, totalizando 24 comunidades.

A primeira a ser contemplada será a Quilombo, em Santa Luzia do Norte. Para isso, nesta segunda-feira (15), às 10h, técnicos da Assessoria Técnica de Políticas Transversais da Sesau irão realizar uma reunião com os gestores do município e, em seguida, irão se deslocar até a Comunidade Quilombo.

“Iremos avaliar todas as comunidades quilombolas de Alagoas para garantir que a esquistossomose esteja recebendo a atenção necessária”, destacou o assessor técnico de Políticas Transversais da Sesau, Robert Lincoln.

Ele ressaltou que a esquistossomose é uma doença que envolve aspectos sociais, econômicos e culturais. “Ela não pode ser vista como um problema individual ou de um grupo específico, mas dentro de um conjunto de fatores que são parte da vida da população de determinada região”, salientou.

A doença

A esquistossomose é uma doença parasitária provocada pelo trematódeo Schistosoma mansoni. Ela é mais comum em áreas rurais e nas periferias das cidades. A doença é considerada grave, podendo levar o paciente ao óbito. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, dor muscular, além de inflamação no fígado e baço, em alguns casos.

O contágio é mais comum em pessoas expostas a águas contaminadas em rios, córregos e lagos. A doença é contraída pela pele, tendo o homem como hospedeiro definitivo e o caramujo como hospedeiro intermediário.

relacionadas

CIB