SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Sesau alerta sobre o risco da leptospirose com o aumento da chuva

Imprimir esta Notícia

Repórter: Josenildo Törres

Repórter Fotográfica: Carla Cleto

A intensificação do período chuvoso em Alagoas, nos últimos dias, ascendeu um sinal de alerta quanto ao aumento das doenças de veiculação hídrica. Além da possibilidade de crescerem os casos de diarreia e hepatite, há também o risco de mais pessoas contraírem a leptospirose, doença que no primeiro quadrimestre deste ano já foi confirmada em oito alagoanos, e que se caracteriza pela febre de início súbito, que pode variar desde um processo imperceptível, chegando até as formas graves.

Conhecida também como a doença do rato, uma vez que é transmitida pela urina infectada do roedor, ela se dissemina facilmente durante o período de fortes chuvas, como o registrado atualmente no Estado. Isso porque, em casos de enchentes e inundações, a urina dos ratos presente em esgotos e bueiros, acaba se misturando à enxurrada e à lama, disseminando a bactéria do gênero Leptospira e, consequentemente, contaminando a água, que pode vir a ser consumida ou manipulada pelos humanos.

Por esta razão, segundo a técnica do Programa de Combate às Zoonoses da Sesau, Silvana Tenório, é necessário ingerir apenas água potável neste período e, principalmente, não trafegar por córregos e ruas alagadas, que podem conter água contaminada pela bactéria Leptospira. “As pessoas devem ter consciência e, mesmo quando for preciso andar por locais alagados, deve-se priorizar botas, uma vez que o risco de contrair da doença é muito grande”, alertou.

E o alerta da técnica do Programa de Combate às Zoonoses da Sesau se baseia no fato de que, somente no primeiro quadrimestre deste ano, o número de casos confirmados da leptospirose já é maior do que o dobro do notificado no mesmo período do ano passado. Isso porque, enquanto de janeiro a abril de 2016 foram registrados três casos, em 2017 já são oito, segundo dados da Gerência Estadual de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis.

Como Prevenir – Silvana Tenório esclarece que, para se prevenir da leptospirose, é importante o uso de água tratada, tanto para ingestão, quanto para higienização dos alimentos, além de evitar transitar em locais alagados. “Os alimentos devem ser lavados com água limpa, potável e, se preciso, é necessário usar o hipoclorito de sódio, que é distribuído pela Sesau, mensalmente, para os 102 municípios alagoanos”, informou.

A técnica do Programa de Combate às Zoonoses da Sesau salienta, ainda, que os sintomas da leptospirose são similares aos da gripe, incluindo dores de cabeça, febre e dor muscular, podendo evoluir para icterícia. “Ela também apresenta manchas na pele, além do escurecimento da urina, devido a problemas renais, por isso, não é bom negligenciar”, reforçou.

Tratamento – Diante deste fato, ao sentir estes sintomas, após utilizar água que não seja potável e transitar em locais alagados, é necessário procurar um posto de saúde mais próximo. “Geralmente a leptospirose pode ser confundida com uma gripe ou até dengue, mas ao ingerir água não potável ou trafegar por locais com água suja, é bom já ficar atento aos sinais e sintomas”, recomendou Silvana Tenório.

Ainda de acordo com dados da Gerência Estadual de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis, no ano passado foram confirmados 36 casos de leptospirose em Alagoas. Já em 2015, foram 33 e, em 2014, o número chegou a 70, com predominância principalmente em cidades onde ocorrem alagamentos, a exemplo da capital.

relacionadas

CIB