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Atividade física é essencial para a terceira idade, diz técnica da Sesau

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Repórter: Mônica Lima
Repórter Fotográfica: Carla Cleto

Envelhecer é o caminho natural do ser humano. Nos últimos anos, o número de idosos tem aumentando no Brasil. A preocupação não é chegar à terceira idade, mas ultrapassar os 60 com qualidade de vida. Para algumas pessoas, que já chegaram a essa fase, o momento está sendo vivido com intensidade, e a regra é não ficar apenas em casa, fazendo crochê ou cuidando dos netos. Elas encontraram na atividade física uma alternativa, que contribuiu de forma positiva, melhorando à saúde e reduzindo o número de medicamentos.

Aos 70 anos, Maria Ivanilza é a prova de que exercícios físicos, diversão e bom humor são essenciais para melhorar o dia a dia de quem chegou melhor idade, como são chamados os que passaram dos 60 anos. Ela é mãe de sete filhos, nove netos e seis bisnetos. Há 17 anos Ivanilza participa de grupos de dança, faz atividade física e as quartas-feiras não perde um baile que acontece no Sesc, no bairro do Poço. O resultado de tudo isso é que, ao contrário de pessoas da sua faixa etária, ela não apresenta algumas doenças, a exemplo da hipertensão. Na sua relação de medicamentos, apenas um destinado aos ossos. ”Temos que aproveitar a vida, se tivesse parada era pior”, afirmou.

As terças e quintas-feiras são reservadas para as aulas de ginástica, outros dias da semana são dedicados às amigas. Assim vive Ivanilza Oliveira, pouco mais de 60 anos, mas que de maneira alguma pensa em ficar em casa olhando o tempo passar. Segundo ela, “o exercício faz bem para o corpo e a mente, e ajuda a não viver em um consultório médico.” Se exercitar é muito bom, melhora a saúde e sente os benefícios no dia a dia. O único medicamento que tomo é para pressão”, diz .

Idosos e qualidade de vida 

Nos últimos anos o número de idosos aumentou no Brasil. Ao contrário dos países da Europa, que se prepararam para atender essa parcela da população, o mesmo não ocorreu com os brasileiros. Mesmo assim, estados e municípios tentam acompanhar esse crescimento, investindo em uma política que melhore a qualidade de vida dos que chegaram à terceira idade.

Além dos fatores externos, que contribuem para o idoso ter uma boa qualidade de vida, como saneamento básico, água de qualidade, transporte público adequado e outros, há também os que acompanham desde o nascimento e que são responsáveis pelo estilo de vida. A técnica da Sesau responsável pelo Programa Estadual do Idoso, Elizabeth Toledo, disse que nos últimos anos houve uma mudança no comportamento, onde os idosos já não possuem o mesmo comportamento de décadas passadas.

“Atualmente, os idosos vivem uma nova realidade. Aquele velho conceito de um idoso portando bengala e encurvado, sentado fazendo crochê ficou nos livros. Hoje, muitos fazem várias atividades, vão ao supermercado, dançam, viajam e se cuidam, principalmente da saúde”, afirmou Elizabeth.

A política de envelhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme destacou a técnica, é pautada em quatro pilares (saúde, educação, segurança e participação social). Segundo ela, no Brasil, entre os idosos, há uma parcela que, em consequência da vida que tiveram, estão acamados, enquanto 75% é independente e faz suas atividades normalmente.

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