SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Assistência à população em situação de rua é tema de capacitação

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Texto
de Marcel Vital
Fotos: Olival Santos

Com a proposta de humanizar o atendimento aos moradores em situação de rua, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou, nesta segunda-feira (4), a 2ª Capacitação de Atualização e Saúde para os educadores e técnicos que trabalham nos Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros POP), Consultórios de Rua e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de São Miguel dos Campos. O objetivo é reduzir denúncias de violações de direitos humanos e garantir o respeito e a dignidade dessa população.

Promovida pela Gerência de Atenção Primária (GAP) da Sesau, a formação envolveu 30 profissionais que atuam em áreas com grande concentração dessa população, a exemplo de Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios e São Miguel dos Campos.

Eles contaram suas experiências, como, por exemplo, a abordagem que é feita pelas autoridades, o tratamento nesses espaços e, principalmente, como lidam diariamente com os moradores de rua que vivem nessa condição.

“Esse momento de capacitação faz parte da segunda etapa do primeiro módulo dos educadores e técnicos de referência que atuam com a abordagem e acompanhamento à população em situação de rua nos Centros POP, Consultórios de Rua e Creas de São Miguel dos Campos. As causas que fazem as pessoas chegarem até esse contexto são inúmeras e, por isso, a GAP está realizando um diagnóstico para entender melhor e caracterizar as circunstâncias que as levam até esse status. A finalidade é que a ação da assistência prestada seja mais qualificada e segura”, explicou a técnica das Políticas Transversais da Sesau, Elma Liliane.

Segundo ela, a capacitação serve para a construção de um diálogo necessário para que os educadores e técnicos possam adequar o discurso à sensibilidade necessária e à realidade dos usuários.

A técnica das Políticas Transversais da Sesau ressaltou, ainda, que a orientação é um trabalho essencial para quebrar o preconceito com o qual essa população é vista, uma vez que ajuda a reduzir as violências sofridas por ela, seja verbal ou física.

“Essa articulação é salutar para que os educadores e técnicos conheçam como lidar da melhor forma a realidade da população em situação de rua e tenham um referencial neste atendimento, a partir de protocolos e da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, afirmou.

 

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