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UTI Geral do HGE recebe material para prevenir úlceras

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Repórter: Neide Brandão
Repórter Fotográfico: Olival Santos
 

Caracterizada como uma ferida de difícil cicatrização que, geralmente aparece em pessoas acamadas por longo período, a úlcera por pressão pode causar sérios problemas aos pacientes internos nas unidades de saúde. Para evitar esse problema, o Hospital Geral do Estado (HGE) iniciou uma campanha de prevenção às lesões características de pacientes acamados e entregues 20 coxins e 15 unidades de contenção de tecido, além de 550 porta-adornos.

O material foi produzido pelos profissionais do Núcleo de Processamento de Roupas do HGE e o primeiro setor a ser contemplado foi a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Posteriormente, outros setores, onde há pacientes com tempo de permanência prolongada, também irão receber o material.

“Com retalhos de napa, espumas que seriam descartadas e tecidos construímos os coxins, o material de contenção e todos os porta-adornos. Já estamos nos organizando para novos projetos dentro do HGE, sempre visando o benefício do nosso cliente”, comentou Gerivalda Silva, enfermeira e responsável pelo Processamento de Roupas do HGE.

“Na maioria das vezes, a lesão pode ser evitada com atitudes simples, e a mudança de decúbito (modificar a posição do paciente na cama) é a mais efetiva. Isto porque, como um dos mais importantes fatores que predispõe às lesões é a pressão causada nos tecidos, é primordial considerar o cuidado em aliviar essa pressão”, salientou a gerente do HGE, Marta Celeste.

Segundo a supervisora médica da unidade hospitalar, Janaína Gouveia, essa medida representa a vontade da gestão em priorizar o cuidado ao paciente. Ela salientou a prioridade de retirada de adornos, como joias, relógios, anéis, pulseiras, piercings expostos, correntes, colares, broches e qualquer objeto que possa favorecer o acúmulo de microorganismos dentro da unidade hospitalar. Essa medida serve para os colaboradores da área assistencial, assim como os que circulam nessas áreas.

“Com os pés no chão estamos conseguindo avanços no hospital, sempre priorizando nossos pacientes, o cuidado e humanização no atendimento. Essa campanha vem contribuir com isso”, referendou.

 

Rosangela Cavalcante, enfermeira do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), evidenciou que a campanha interna é destinada aos setores fechados, onde os pacientes ficam mais tempo deitados, devido à gravidade dos casos.

“Queremos auxiliar nossos profissionais na prevenção das úlceras dos pacientes. A lesão por pressão ocorre devido à falta de suprimento de oxigênio e nutrientes nos tecidos. Ela se dá devido à pressão que os tecidos moles sofrem junto a uma proeminência óssea por longos períodos”, salientou.

Ainda de acordo com ela, esse problema leva à isquemia local, edema, ativação dos mediadores de inflamação e por fim, morte celular. “Vamos minimizar esse processo. É possível identificar a lesão por pressão no nosso dia a dia. Por isso faz-se necessário disseminar o conhecimento e tornar o papel do profissional mais participativo na assistência direta”, pontuou.

Segundo a enfermeira, os coxins auxiliam na mudança de decúbito, que é a mais efetiva ação no combate às lesões. “Com eles é possível deixar essas áreas livres, visando garantir fluxos sanguíneos e a chegada de oxigênio e nutrientes”.

O uso da reciclagem na rouparia

O custo de um coxim é R$ 150 para as redes privadas e, com este valor, o HGE já confeccionou 30. Utilizando material reciclado, o setor de Processamento de Roupas da unidade hospitalar vem auxiliando a assistência aos pacientes internados. Todo material entregue na abertura da campanha foi produzido dentro do hospital, por meio da reciclagem.

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