SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Profissionais do HGE são treinados sobre doenças neuroinvasivas

Imprimir esta Notícia

 

Repórteres: Thallysson Alves e Marcel Vital

Repórteres Fotográficos: Thallysson Alves e Thiago Henrique

 

Profissionais de saúde do Hospital Geral do Estado (HGE) foram treinados, nesta segunda-feira (28), para melhor contribuição de informações relevantes ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do Ministério da Saúde (MS). Na pauta, esteve às doenças neuroinvasivas, principalmente causadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Durante o treinamento, a equipe da Sesau apresentou toda a estrutura proposta pelo Ministério da Saúde, mostrando o modo correto de tratar as alterações neurológicas, causadas pelo Aedes aegypti, bem como, o caminho que deve ser seguido para a realização de exames e como os profissionais devem se portar diante de um caso suspeito.

De acordo com Daiane Menezes, técnica da Arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o objetivo da Vigilância Sentinela foi monitorar as tendências dos casos de doenças neuroinvasivas por arbovírus e sua relação com os casos notificados de dengue, chikungunya e zika e detectar precocemente alteração no padrão de ocorrência de casos de doenças neuroinvasivas, como encefalite viral aguda, mielite transversa viral aguda, encefalomielite disseminada aguda e síndrome de Guillain-Barré.

“A proposta também foi caracterizar e identificar o perfil epidemiológico dos casos de doenças neuroinvasivas por arbovírus, com foco principal nos vírus DENV, CHIKV e ZIKV. Além disso, o treinamento visou detectar a introdução, disseminação e a reemergência de outros arbovírus, assim como fornecer indicadores epidemiológicos que apoiem a definição de grupos e áreas prioritárias de intervenção e a organização dos serviços de saúde”, destacou.

Segundo ela, o HGE foi escolhido para realizar o treinamento, por seguir alguns critérios preconizados pelo Ministério da Saúde, entre os quais, por ser referência em atendimento neurológico, com serviço de pronto-atendimento (urgência) e disponibilidade de interconsulta com infectologista, preferencialmente, com o Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE) ativo; por ter uma estrutura mínima para coletar e armazenar as amostras biológicas preconizadas de maneira adequada; por garantir a realização de exames essenciais, a exemplo da tomografia computadorizada; e por ter disponibilidade de recursos terapêuticos essenciais para manejo.

 

A circulação do vírus Zika no Brasil modificou o cenário epidemiológico de manifestações neurológicas. Após detecção do vírus no país, em abril de 2015, foi observado pelo Ministério da Saúde o aumento em todo o Brasil do número de encefalite, mielite, encefalomielite e, principalmente, síndrome de Guillain-Barré. Estas manifestações também podem ser observadas em alguns casos de chikungunya e de dengue.

Em Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), através de Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), está atenta ao aparecimento de doenças nos alagoanos, porém para melhorar a eficácia da atuação dos técnicos é importante que os profissionais nas unidades de saúde detectem, captem e identifiquem de forma ágil os casos que podem sugerir o aparecimento de surtos e emergências em saúde pública.

“É importante a sensibilização dos profissionais que estão na ponta em qualquer parte do Brasil para a notificação dos agravos. No HGE isso não muda; ainda mais se tratando de um hospital porta de entrada para tantos doentes em Alagoas. Os técnicos só podem atuar de forma contínua e sistemática se receber as informações corretas e completas, assim conseguem estudar a melhor resposta oportuna e eficaz”, defendeu o neurologista Fernando Gameleira, que esteve à frente do treinamento.

Vale reforçar que a legislação vigente no Brasil determina que a notificação compulsória imediata deve ser realizada pelo profissional de saúde ou responsável pelo serviço assistencial que prestar o primeiro atendimento ao paciente, em até 24 horas, pelo meio mais rápido possível. Trabalho que tem sido feito diariamente pela equipe da Coordenação de Vigilância Epidemiológica do HGE.

relacionadas

CIB