SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Sesau encerra Outubro Rosa com ação para servidores

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Repórter: Marcel Vital

Repórteres Fotográficos: Carla Cleto e Thiago Henrique

Encerrando as atividades do Outubro Rosa e da campanha anual contra a sífilis, a Secretaria de Estado da Saúde promoveu, nesta sexta-feira (26), uma programação coordenada pela Gerência de Ações Estratégicas (Gaest) e o Programa de Combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Aids e Hepatites Virais, voltada aos seus servidores sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e colo de útero, além de testagem rápida de HIV, sífilis e hepatite B e C. A ação aconteceu na sede do órgão, situada na avenida da Paz, no bairro Jaraguá.

Presente durante o evento, o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, disse que a ação é muito importante para incentivar os servidores, visto que são pessoas que, todos os dias, procuram cuidar da saúde dos alagoanos. “Fico feliz em trazer esse tipo de serviço, porque é uma ação produtiva, onde, além de elevar a autoestima do nosso servidor, temos a oportunidade de cuidar da saúde de quem se dedica incansavelmente aos alagoanos. É dessa forma que o governador Renan Filho trata do bem-estar de seus servidores, com muito carinho, respeito e, sobretudo, atenção”, afirmou.

Como forma de ampliar o número de exames para o diagnóstico do câncer de mama e de colo de útero, foram ofertadas solicitações para a realização da mamografia e citologia. Carmen Nascimento, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher da Sesau, disse as servidores que a mamografia de rastreamento é o principal exame para detectar o tumor em fase inicial e é recomendada a cada dois anos em mulheres assintomáticas, na faixa etária de 50 a 69 anos. Já para quem tem o histórico familiar de câncer de ovário e de mama masculino – considerado o grupo de risco -, de acordo com ela, o rastreamento deve ser feito a partir dos 35 anos de idade.

“Já o exame clínico, baseado na palpação dos seios, deve ser realizado a cada vez que a mulher for atendida num consultório por um profissional de saúde, enquanto o autoexame pode ser feito, se possível, diariamente, seja em frente ao espelho, deitada ou no chuveiro. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para garantir a detecção da doença em seu estágio inicial, aumentando em mais de 95% o sucesso do tratamento”, recomendou Carmen Nascimento.

Além de estimular as servidoras sobre a importância da mamografia, Carmen Nascimento falou sobre a prevenção do câncer de colo uterino, que inclui a detecção precoce e a vacinação contra o HPV. Segundo informou, o rastreamento com citologia oncótica é recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos e que já iniciaram a atividade sexual. “A rotina recomendada para o rastreamento é que, após dois exames normais de Papanicolau consecutivos realizados com um intervalo de um ano e, se o resultado for negativo, o exame é repetido três anos depois. É importante destacar que a priorização de uma faixa etária não significa a impossibilidade da oferta do exame em casos de aparecimento de alguns sinais ou sintomas, como, por exemplo, nódulo, saída de líquido pelo mamilo, vermelhidão  e/ ou endurecimento das mamas, dentre outros”, frisou.

 

Testagem Rápida – A servidora Angela dos Santos, de 37 anos, aproveitou uma pausa do trabalho para fazer o teste rápido. “Achei a iniciativa muito legal porque não tenho tempo para ir ao médico. Então, trazer esse teste, hoje, para próximo da gente, estimular muitas mulheres a realizarem e garantirem mais tranquilidade e bem-estar”, disse. “Foi a primeira vez que fiz esse teste e, graças a Deus, não foi detectado sífilis, HIV e hepatites. Estou com minha saúde em dia”, elogiou.

Para Sandra Gomes, coordenadora do Programa de Combate às ISTs/Aids e Hepatites Virais da Sesau, ação é duplamente importante por estar alertando às mulheres sobre a importância da mamografia e, além disso, promover a campanha anual de combate à Sífilis, cujo o tema deste ano é “Sífilis, não! Teste, trate e cure”. “Lembrando que a sífilis é uma doença fácil de ser tratada e curada, basta apenas algumas injeções, e essa pessoa terá sua vida saudável”, evidenciou.  

 

Segundo ela, a bactéria Treponema pallidum, que causa a doença sífilis, pode causar uma grande fase sem que a pessoa apresente sintoma algum. “Inicialmente a pessoa pode apresentar algum caroço ou secreção na região genital, mas isso tende a desaparecer. Costumo dizer que o risco se encontra nessa fase porque as pessoas, por não apresentarem sintoma, a tendência é que elas não estejam infectadas, quando, na realidade, a bactéria vai trabalhar em silêncio. Depois de alguns meses ou anos, a pessoa pode apresentar manchas nas mãos e no pé e caroços pelo corpo. No entanto, a pessoa pode passar muito anos com a bactéria em seu organismo e isso eclodir em problemas neurológicos, cardíacos e até cegueira. Então, quando fazemos esse paralelo com algo que é tão facilmente tratável e, inclusive, que diferente do HIV, é curável, percebemos o quanto é importante uma ação como essa”, destacou.

 

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