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HGE é escolhido para melhorar atendimento nas emergências

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Repórter: Neide Brandão

Repórter Fotográfica: Carla Cleto

A partir deste mês, o Hospital Geral do Estado (HGE) passa a fazer parte do rol de hospitais contemplados com o projeto Lean nas Emergências, que visa promover melhoramentos no atendimento hospitalar de urgência e emergência na saúde pública. Reduzir o grande fluxo de pacientes e melhorar a produtividade nas unidades selecionadas são alguns dos objetivos. De iniciativa do Ministério da Saúde, o projeto é desenvolvido em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, via Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Para Marta Celeste Mesquita, gerente do HGE, a participação da unidade hospitalar no projeto vem agregar mais eficiência ao trabalho desenvolvido pela gestão. “O hospital já vem criando soluções para que os pacientes sejam atendidos rapidamente e da melhor forma possível. O Lean só vem acrescentar ao que queremos para o HGE. Nossa intenção é otimizar os leitos e modernizar os processos de atendimento, para que possamos, dentro da nossa capacidade, atender mais pacientes com ainda mais qualidade”, comentou.

“A intenção é reduzir a superlotação das emergências e o tempo médio de permanência do paciente nelas. Não é só uma mudança de processo, mas de cultura das instituições, de uma visão que vai além do hospital. Precisamos que toda rede esteja integrada e alinhada na questão da qualidade assistencial. O cidadão percebe a melhoria, os colaboradores trabalham melhor em ambientes mais agradáveis e os gestores entendem que é possível fazer mais para essa mudança de processos”, ressaltou Rasivel dos Reis, médico e especialista do Lean no Hospital Sírio-Libanês.

Projeto Lean – A meta é implantar a metodologia em 100 hospitais públicos até 2020. Este ano, 30 já foram selecionados para participar do projeto. Milena Gama, especialista no Lean, explicou que na fase piloto, ou ciclo zero, que ocorreu de agosto a dezembro de 2017, o projeto foi implantado em seis instituições públicas de saúde espalhadas pelo Brasil.

“Durante esse primeiro período, a equipe especializada do Sírio-Libanês, composta de médicos e especialistas em Lean, aplicou treinamentos nos hospitais e auxiliou na implementação de melhorias para garantir agilidade e eficiência em seus processos. Iniciamos os trabalhos com uma fase que chamamos de Intervenção, na qual vamos fisicamente aos hospitais durante seis meses. A cada visita, ministramos uma aula sobre alguma ferramenta do Lean e sua aplicação prática. Depois, ficamos mais 12 meses avaliando o resultado do hospital”, contou.

Depois dessa etapa, o projeto é dividido em quatro momentos. No primeiro, chamado Diagnóstico, é feita uma análise de volumetria do hospital, na qual são ponderados diferentes indicadores de gestão. Além disso, também é trabalhada uma matriz de stakeholder, na qual são avaliadas as pessoas que participam da iniciativa e como criar condições e mais oportunidades para promover mudanças nos processos.

No segundo momento, denominado Medição e Análise, são usadas ferramentas como, mapa de fluxo de valores, para entender o fluxo do hospital e o que tem valor agregado ou não na visão do cliente; 5S, que ajuda a criar a cultura da disciplina, identificar problemas e gerar oportunidades para melhorias; diagrama de espaguete, que visa entender os caminhos percorridos pelo paciente desde a sua chegada até a alta.

Chamada de Implementação, a terceira fase conta com a ferramentas de gestão aplicadas 5W2H, por meio da qual são identificadas quais atividades precisam ser desenvolvidas, quem irá realizá-las e como e quando serão feitas. Por fim, no quarto e último momento, denominado Controle, é feita a medição dos indicadores do hospital,

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