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Acadêmicos de Medicina iniciam estágio no Samu Maceió

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Repórter: João Victor Barroso

Repórter Fotográfico: João Victor Barroso

 

A ligação entre a teoria e a prática acontece durante o período de estágio, onde os estudantes realmente aprendem como desenvolver e utilizar os ensinamentos adquiridos na sala de aula. É isso que irá acontecer com 47 acadêmicos do curso de Medicina e uma residente de Enfermagem que iniciaram, nesta quarta-feira (9), o estágio na Central Maceió do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)

Os acadêmicos do curso de Medicina são estudantes da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), do Centro Universitário Cesmac, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e uma enfermeira residente. Os alunos tiveram aulas sobre o funcionamento do Samu, abordando a portaria número 2.048/2002 do Ministério da Saúde (MS), que regulamenta o atendimento de urgência e emergência no Brasil.

Eles também receberam orientações sobre biossegurança, normatização das urgências, atendimento pré-hospitalar e inteligência emocional. Também foram repassadas informações sobre avaliação de trauma de tórax, abdômen, em gestantes e como funciona o atendimento a múltiplas vítimas, utilizando o método S.T.A.R.T.

Para o major Dárbio Alvim, supervisor do Samu, durante os seis meses do estágio, os futuros médicos têm a oportunidade de aprender com os melhores profissionais da saúde de Alagoas. “O estágio no Samu é algo muito dinâmico, onde a cada plantão acontecerão várias ocorrências diferentes, que serão acompanhadas pelos alunos, sob a supervisão dos médicos”, salientou, ao informar que os plantões podem acontecer nas Bases do Farol, Trapiche ou Serraria.

No ano passado, 75 acadêmicos de Medicina passaram pela Central Maceió, desenvolvendo o estágio obrigatório. De acordo com Arnon Alves, coordenador do Núcleo de Educação Permanente do Samu, a expectativa é que mais estudantes passem pela Central Maceió, uma vez que, no ano passado, os acadêmicos do Cesmac entraram a partir do segundo semestre.

“A rotina dos estagiários, durante os plantões, semrá de sair nas ocorrências e acompanhar como é feita a regulação dos atendimentos, observando como o médico regulador analisa a situação de cada paciente e decide qual tipo de viatura liberar para determinada ocorrência, que pode ser uma Unidade de Suporte Básico, de Suporte Avançado, a equipe de Motolância ou Samu Aeromédico”, destacou o coordenador.

Com a vivência do estágio, os futuros médicos terão uma melhor noção de como funciona a Rede de urgência e Emergência do Estado. Eles também irão aprender, em quais situações o Samu irá levar um paciente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para o Hospital Geral do Estado (HGE) ou para um ambulatório 24 Horas da capital.

Ainda segundo Arnon Alves, semanalmente os acadêmicos irão se reunir para discutir sobre as ocorrências que participaram, tirar dúvidas e falar sobre os plantões. “Nós queremos que todos os estudantes saiam daqui com uma boa noção de como reverter os quadros de urgência e emergência, para que estejam prontos para resolverem o que aparecer pela frente”, salientou.

Leidiane Conceição, acadêmica do 10º período de Medicina do Cesmac, é uma das estagiárias que estão entrando nesse primeiro semestre no Samu Maceió. Para ela, esse primeiro momento foi de grande importância para ter uma noção do que os acadêmicos irão encarar durante o período que estiverem no Samu.

“Estou com uma expectativa muito grande para iniciar logo o estágio e espero ter um bom desempenho aqui no Samu, pois essa oportunidade irá nos proporcionar um maior aprendizado no atendimento pré-hospitalar. Como curso introdutório, tivemos uma experiência muito rica, que nos preparou para o que iremos ver durante os plantões e ocorrências. Vai ser aqui onde iremos ter uma boa base para atuar no APH fora do Samu”, destacou a futura médica.

Os estudantes puderam colocar em prática o que aprenderam nas aulas teóricas, como ressuscitação cardiopulmonar, imobilização de membros e coluna cervical. Também aprenderam como colocar o paciente na prancha e o uso do K.E.D., dispositivo utilizado para retirar, por exemplo, vítimas do interior de carros.

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