SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Sesau leva orientações sobre LER e DORT para o Centro de Maceió

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Repórter: Marcel Vital

Repórter Fotográfico: Carla Cleto

 

Em alusão ao Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), que ocorre nesta quinta-feira (28), os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) – estadual e de Maceió levaram para o Calçadão do Comércio, no Centro de Maceió, orientações sobre os cuidados preventivos contra as doenças. A iniciativa contou com a participação do Centro Universitário Tiradentes (Unit) e o Serviço Social do Comércio (Sesc) de Alagoas.

Durante a ação, a população pode aferir a pressão arterial e realizar exame de glicemia capilar. Na oportunidade, os técnicos também orientaram sobre os exercícios para fortalecer a musculatura e entregaram material educativo sobre a LER e DORT, além de preservativos e géis lubrificantes à base de água. A técnica de Vigilância em Saúde do Cerest estadual, Rosivânia do Nascimento, explicou ao público sobre LER e DORT, que são constituídas por um grupo de doenças – tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome do pronador redondo, mialgias. Elas afetam músculos, nervos e tendões dos membros superiores principalmente, e sobrecarregam o sistema musculoesquelético. O distúrbio, de acordo com ela, provoca dor e inflamação e pode alterar a capacidade funcional da região comprometida.

“Os sintomas podem incluir dor, formigamento, dormência, sensação de agulhadas ou pontadas, diminuição da força muscular, inchaço, limitação de movimento, entre outros. Em geral, as regiões afetadas são as mais submetidas à sobrecarga durante a execução das atividades cotidianas, podendo levar à incapacidade laboral temporária ou permanente”, exemplificou Rosivânia do Nascimento.

Segundo ela, as LER e DORT instalam-se lentamente. O estresse emocional, ansiedade, depressão e insatisfação com o trabalho podem agravar os sintomas, principalmente a dor, que abrange quadros clínicos do sistema musculoesquelético, adquiridos pelo trabalhador submetido a determinadas condições de trabalho.  “No ano passado, conforme dados do Sinan [Sistema de Informação de Agravos de Notificação], as principais LER e DORT que acometeram os alagoanos foram os problemas relacionados ao ombro, as dores na coluna cervical e na região lombar da coluna”, salientou a assessora técnica do Cerest Estadual.

 

Rosivânia do Nascimento informou que são várias categorias de trabalhadores que são acometidas pela LER e DORT. No entanto, uma das classes mais afetadas, segundo ela, são os comerciários, principalmente aqueles que desenvolvem o trabalho de caixa e na parte do estoque. Esses sinais, de acordo com a especialista, surgem, na maioria das vezes, por diversos fatores, entre os quais estão: a repetitividade de um mesmo movimento; as posturas inadequadas; aos esforços e força; ao frio; e aos fatores organizacionais, como, por exemplo, monotonia, ritmo de trabalho acelerado, pressão, entre outros.

Como Evitar – Segundo a especialista, o melhor jeito de evitar as doenças da LER e DORT é cuidar da ergonomia, ou seja, organizar o trabalho em função da relação entre o homem e a máquina, para que o profissional não force o corpo, adotando uma postura errada. Ter mobiliário adequado é outro ponto importante. “A organização e ritmo de trabalho também devem ser adequados para que o trabalhador não fique sobrecarregado. Deve-se evitar o excesso de carga horária, e quando isso ocorrer, procurar compensar o esforço de outras formas”, orientou.

As pausas também são fundamentais e isso dever ocorrer em qualquer função onde haja repetição de movimentos e também para pessoas que ficam muito tempo na mesma posição. “A pausa deve ser de 10 minutos a cada 50 trabalhados. Nesse tempo, o profissional precisa fazer exercícios de relaxamento, alto massagem, alongar os dedos das mãos, pés, braços e movimentar o pescoço e as pernas. Esses movimentos exercitam o que ficou parado, irrigando os tecidos. Quem fica muito tempo de pé deve, nesse tempo de descanso, sentar um pouco para descansar as pernas e os pés”, salientou.

Beneficiados – A aposentada Elisabete França, de 70 anos, aproveitou o momento para verificar sua pressão arterial e aprender os alongamentos corretos para evitar a LER e DORT. “Nesses anos de vida que eu tenho, sempre cuidei da casa, dos filhos, lavei muita roupa, preparei comida e, graças a Deus, nunca senti uma dor na coluna ou em qualquer outro lugar por esforço repetitivo. Gostei da ação, porque aprendi bastante sobre esse assunto, que nunca tinha ouvido falar”, destacou.

Assim como Elisabete, o aposentado Álvaro Lobo Sales, de 86 anos, desconhecia sobre a LER e DORT. Na ação, ele conseguiu tirar todas as dúvidas com as orientações dos profissionais. “Acho que eu já tive alguns dos sintomas que me informaram, mas nunca pensei que o nome era LER e DORT. O pessoal está de parabéns com essa iniciativa, pois conseguimos melhorar a qualidade de vida, alívio dos sintomas e recuperar a capacidade de trabalho, mesmo para quem já não está mais na ativa”, elogiou.

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