SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Especialista orienta como evitar diarreia durante o verão

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Repórter: Marcel Vital

Repórter Fotográfica: Carla Cleto

Em tempos quentes e com excesso de calor muitas pessoas são acometidas por uma situação bem desconfortável: diarreia. Por isso, é importante identificar quando é necessária a intervenção médica, principalmente quando se trata de crianças e idosos, que podem desidratar muito depressa.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Mardjane Lemos, a diarreia é uma condição médica em que se verificam pelo menos três movimentos intestinais aquosos ou pouco consistentes por dia, que pode ser causada por vírus, bactérias, protozoários ou intolerância alimentar.

“O calor que está fazendo em todo o Estado é propício para que os alimentos se estraguem mais rápido. Além disso, nesta época, as pessoas nem sempre têm cuidado com a água que bebe ou com os alimentos na praia de qualidade duvidosa. Existe, ainda, maior circulação de vetores, como moscas, porque o calor aumenta a velocidade do ciclo dos insetos e, associado a isso, temos a circulação de um vírus entérico, associado ao período do início das aulas, que já faz parte das infecções comuns em crianças”, explicou.

As principais características da diarreia, de acordo com Mardjane Lemos, são aumento do número de fezes, que se tornam aguadas. “Uma das piores complicações da diarreia é a desidratação”, disse. Adultos são mais resistentes, mas bebês, crianças e idosos desidratam-se com maior facilidade.

“Boca seca, lábios rachados, dor abdominal e diminuição da urina são sintomas de desidratação que, além de diminuir as reservas de água do corpo humano constituídos por 75% de água, reduzem os níveis de dois importantes minerais: sódio e potássio”, destacou a superintendente.

Orientação – Os líquidos em geral são recomendados. Entretanto, aqueles que contêm uma pequena quantidade de sais minerais hidratam melhor, como, por exemplo, a agua de coco e, principalmente, os sais de reidratação oral, disponíveis em todos os postos de saúde do Estado.

Quanto ao uso do soro caseiro, Mardjane Lemos recomenda cautela, pois, se você não colocar a concentração correta de sal e açúcar, ao invés de a diarreia melhorar, pode piorar. “Como na maioria das casas não existe mais a colher medidora, muita gente faz às cegas, o que pode prejudicar – e muito – os sintomas da diarreia”, salientou.

De acordo com ela, é comum no período de verão e de seca, ter muita diarreia no Sertão ou nas cidades em que o fluxo de água não é contínuo. “Mesmo nos locais onde há saneamento básico de modo satisfatório, pode haver impurezas”, garantiu a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau.

Para evitar a diarreia, Mardjane Lemos orienta que a pessoa beba muito líquido, de 2 a 3 litros por dia. “Café, refrigerantes, sucos doces e álcool são desidratantes poderosos. Mas é necessário mesmo ter o cuidado de filtrar ou tratar a água com hipoclorito de sódio e as frutas e verduras devem ser limpas com a mesma solução, e não com limão e vinagre, visto que eles não conseguem eliminar os protozoários. E não se esqueça de lavar bem as mãos várias vezes por dia, especialmente, antes das refeições”, recomendou.

Ela lembrou a população do interior, bem como a da capital, que o hipoclorito de sódio em gotas está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos bairros com maiores dificuldades de saneamento básico. “Se a diarreia continuar por mais de 48 horas, os vômitos não cessarem com medicação ou as pessoas apresentarem sinais de desidratação, como olhos, boca e pele ressecados e pegajosos, principalmente em crianças, a recomendação é procurar imediatamente uma UBS. E, se a criança vomitou mais de duas vezes ao dia, o conselho é levá-la ao médico, porque, como o organismo dela é mais frágil, quando comparado a de um adulto, a capacidade de desidratação é mais rápida”, acrescentou.

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