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Saiba como acondicionar pescado para consumir na Semana Santa

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Repórter: Marcel Vital

Repórter Fotográfica: Carla Cleto

Muitas pessoas optam por comprar os peixes, crustáceos e mariscos antes da Semana Santa, uma vez que o preço dos alimentos é mais barato. Mas, é necessário armazená-los corretamente para que, no momento de consumi-los, não tenham perdido as propriedades e, principalmente, estejam em bom estado de conservação, haja vista que são altamente perecíveis.

Para conservá-los adequadamente é necessário seguir algumas orientações, segundo afirma o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra. Ele salienta que, preservar a qualidade do peixe, camarão, bacalhau, maçunim e sururu, é necessário refrigerá-los adequadamente. Antes de congelá-los, no entanto, é preciso compra-los em estabelecimentos limpos, com atendentes uniformizados e que sejam monitorados periodicamente. “O congelamento não dá qualidade ao produto. Ele apenas congela, seja o alimento bom ou ruim”, disse.

Paulo Bezerra explica que, antes de guardar o peixe, o ideal é que sejam retiradas suas vísceras. Esse procedimento evita que ele estrague mais rápido. Feito isso, o próximo passo é escolher a melhor forma de armazenamento. Se o pescado fresco for consumido em até dois dias, após a compra, o mesmo pode ser armazenado no congelador, com temperatura entre 4°C e 5°C. Períodos superiores a dois dias recomenda-se que o peixe seja armazenado em freezer. O peixe sem vísceras e congelado pode ser mantido por até três meses no freezer doméstico, numa temperatura de -18°C.

Ele recomenda que o consumidor congele os alimentos em porções que serão utilizadas a cada dia, assim ele vai evitar o processo de congelamento e descongelamento, que faz com que o pescado perca suas qualidades, inclusive o aroma e o sabor. “Ao chegar em casa, o pescado deve ser limpo, apenas com água. Se comprou cinco quilos de camarões e quer consumir um quilo por vez, então deve ser dividido em cinco embalagens. O ideal é que o consumidor coloque os alimentos em sacos transparentes, apropriados para acondicionar carnes”, orientou.

O gerente de Vigilância Sanitária Estadual salientou que o consumidor não embale, sob hipótese nenhuma, os pescados em sacolas plásticas de supermercado, sobretudo as coloridas, uma vez que elas podem soltar as toxinas ou corantes que podem ser encontradas nos plásticos. “Ao passar para o alimento, pode estragá-lo, tirando toda sua qualidade e benefícios à saúde”, explicou, acrescentando que, no caso de o peixe ser embalado inteiro, é necessário que ele seja acondicionado com papel filme, para que não transmita e nem receba o odor para outros alimentos, que estão no freezer ou no congelador.  

Descongelamento – Se você quiser usar o pescado no dia seguinte, coloque-o, na noite anterior, numa vasilha na parte de baixo da geladeira para que descongele devagar. Isso mantém o pescado a uma temperatura constante, ao mesmo tempo em que permite que ele degele completamente. “Descongelar os pescados na geladeira é a melhor maneira de preservar seu sabor e sua textura”, disse Paulo Bezerra.

Leva muitas horas para descongelar o peixe na geladeira. Por isso, se você estiver sem tempo, tente outro método, aconselha o gerente da Vigilância Sanitária Estadual. “Resista à tentação de deixá-lo sobre a mesa para descongelar à temperatura ambiente. As partes externas do peixe podem começar a apodrecer antes que o interior esteja completamente descongelado”, recomendou.

De acordo com o gerente de Vigilância Sanitária Estadual, o consumidor pode, também, descongelar o peixe, colocando-o num recipiente próprio no micro-ondas e selecionando a opção descongelar, concebido para este efeito. Este processo, utilizando o micro-ondas, demora apenas alguns minutos e representa o método mais rápido.

Entretanto, se não for bem feito, este método pode fazer com que o processo não seja uniforme e algumas partes fiquem cozinhadas enquanto o resto ainda não está pronto. “O descongelamento no micro-ondas também é uma boa prática. No entanto, ao terminar de descongelar, é necessário preparar o alimento logo em seguida, visto que o risco de ele se estragar é enorme”, alertou Paulo Bezerra.

Paulo Bezerra acrescentou que um peixe descongelado deve ter a mesma textura que tem um peixe fresco. Embora possa não ter a mesma cor fresca e brilhante, a carne não deve estar desbotada ou manchada. “Sinta o cheiro do peixe: se for forte demais ou parecer vencido, então não é mais utilizável. Peixe descongelado deve ter um leve cheiro de peixe, mas não deve ser desagradável”, afirmou.

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