SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Técnicos são capacitados sobre Política de Humanização do SUS

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Repórter: Marcel Vital

Repórter Fotográfica: Carla Cleto

Profissionais de nível superior da área de saúde, representando 12 municípios alagoanos, participaram nesta quarta-feira (24), da aula inaugural do Curso de Formação para a Política Nacional de Humanização (PNH), cujo propósito é por em prática os princípios do SUS no cotidiano dos serviços de saúde. O encontro aconteceu na Faculdade da Cidade de Maceió (Facima), no bairro Tabuleiro do Martins.

O curso, que é feito por meio da plataforma intitulada educ@Sesau (Moodle), possui carga horária de 110 horas, sendo 90 horas na modalidade a distancia e 20 horas em quatro em encontros presenciais que vão acontecer até setembro deste ano. Segundo Luzia Prata, coordenadora estadual da PNH, os encontros presenciais são importantes para os estabelecimentos de vínculos entre os grupos, sobretudo entre os tutores e os alunos.

Na ocasião, após a apresentação do curso, na qual todos puderam interagir e conhecer uns aos outros, os profissionais foram para o laboratório de informática, onde conheceram a plataforma e receberam o login e a senha para iniciarem, de fato, o curso. “Com esse curso, esperamos trabalhar de forma efetiva a PNH nesses municípios, por meio de suas diretrizes, princípios e métodos. Portanto, o foco é informar os apoiadores para que eles disparem ações de humanização em seus territórios, focando nos processos de trabalho e nos relacionamentos”, destacou Luzia Prata.

Ela salientou que o curso busca melhorar o diálogo entre trabalhador e gestor, trabalhador com o próprio trabalhador e, consequentemente, o trabalhador com o usuário, a fim de que a conversação fique mais consistente e fluída. Isso porque, segundo a coordenadora estadual do PNH, a falta de entrosamento entre essa tríade causa o isolamento, adoecimento e, por conseguinte, as relações verticalizadas.

Para Lidianne Rocha, coordenadora de Saúde Bucal das Equipes de Saúde Bucal da Atenção Primária e Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de Messias, a aula inaugural foi de extrema importância, porque, pelo fato de o curso ser na modalidade a distancia, as aulas presenciais “esquentam as relações, fortalecem os vínculos, principalmente entre alunos e tutores. Isso é fundamental para que eles possam nos passar o conteúdo de maneira clara e fluída sob outra forma”.

Lidianne ressaltou que o curso vem para fortalecer o acesso e a qualidade do serviço de saúde bucal que é ofertado aos usuários do SUS de Messias. “Enquanto coordenadora de saúde bucal, pretendo realmente multiplicar a informação que eu vou obter aqui no curso, tanto no momento presencial quanto na plataforma, para as dentistas que trabalham comigo, seja da Atenção Básica, seja do CEO. Para o município, é mais um degrau que subimos, pois o nosso foco está no usuário – e não na doença”, afirmou.

Além de Messias, participaram do curso os representantes municipais de Porto Real do Colégio, Cajueiro, Olho d’Água das Flores, Marechal Deodoro, Santa Luzia do Norte, Santana do Ipanema, Batalha, Rio Largo, Major Izidoro, Flexeiras e São José da Tapera.

A indicação desses municípios como integrantes da primeira turma do curso partiu da Gerência de Atenção Primária da Sesau. Isto porque eles apresentam alguns indicadores baixos no âmbito da Política Nacional de Humanização. A próxima turma será aberta a todos os outros municípios.

Sobre a PNH – Instituída em 2003 pelo Ministério da Saúde a Política Nacional de Humanização é uma Política Transversal que atravessa as diferentes ações e instâncias gestoras do SUS e visa promover mudanças nos modelos de atenção, tendo como foco as necessidades dos cidadãos, a produção de saúde e o próprio processo de trabalho em saúde, valorizando os trabalhadores e as relações sociais no trabalho.

O método utilizado é o da “tríplice inclusão”. Caminha no sentido da inclusão dos diferentes sujeitos: gestores, trabalhadores e usuários (rodas), inclusão dos fenômenos que desestabilizam os modelos tradicionais de atenção e de gestão acolhendo os processos de mudança (análise coletiva dos conflitos) e inclusão do coletivo (fomento de redes).

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