SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Sesau capacita técnicos municipais para uso e seguro da Talidomida

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Repórter: Fabiano Di Pace

Repórter Fotográfico: Olival Santos

O uso racional e o controle da Talidomida, medicamento usado no tratamento de hanseníase (lepra) e outras enfermidades, foi debatido em seminário promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) nesta sexta-feira (10). O evento aconteceu no auditório do Conselho Regional de Farmácias, no bairro Farol, em Maceió.

Além da lepra, como a doença é chamada popularmente, a Talidomida é utilizada em tratamento de lúpus, mieloma múltiplo e síndrome mielodisplásica em paciente refratários, ou seja, pessoas que resistem à ação física ou química da Eritropoietina, entre outros.

O seminário foi destinado aos profissionais de saúde que atuam na Atenção Básica, assim como aos técnicos da Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica. Sua finalidade, como explicou a farmacêutica da Vigilância Sanitária Estadual, Ianara Freitas, é capacitar profissionais para a utilização do remédio de forma racional e seguro.   

A dispensação do medicamento, que é controlado, é feita sempre por um farmacêutico, que deve instruir o paciente em tudo que ele precisa seguir durante o tratamento. “No caso da utilização da medicação pelas mulheres, antes do início do tratamento, devem ser realizados exames para assegurar que a paciente não está grávida, além da exigência da utilização de métodos anticoncepcionais, sendo um de barreira, por até um mês após o término do tratamento”, destacou a farmacêutica.

No caso dos homens, a farmacêutica lembrou que eles também devem fazer uso do preservativo durante o tratamento. “Não existem estudos que comprovem a relação da talidomida com a fecundação de crianças com má formação, mas é recomendado, de forma preventiva, que o homem também utilize preservativos neste período”, reforçou Ianara Freitas.

A farmacêutica Lúcia Surita, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e facilitadora do seminário, ressaltou que a ingestão de um único comprimido, nos três primeiros meses de gestação, pode ocasionar focomelia, que é a má formação de membros no feto. “Talidomida é uma droga perigosa e precisa ser administrada com cuidado e responsabilidade por parte dos profissionais e pacientes”, concluiu a farmacêutica da Anvisa.

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