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Estado inicia Agosto Dourado com palestra sobre amamentação

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Repórter: Marcel Vital

Repórter Fotográfico: Olival Santos

O programa Criança Alagoana (Cria), em parceria com a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), promoveu nesta quinta-feira (1º) a abertura estadual da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2019, cujo tema é Mães e Pais, Favorecer a Amamentação Hoje e para o Futuro. A solenidade, destinada aos coordenadores e profissionais da Atenção Básica dos 102 municípios alagoanos e estudantes da capital, aconteceu no auditório da Uncisal, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió.

O objetivo foi discutir o ato da amamentação de forma inclusiva contemplando não apenas as mães neste processo, mas todos os familiares próximos, colegas de trabalho, amigos e responsáveis, além da comunidade. “Apesar de o protagonismo ser da mulher, a amamentação se dá de forma muito mais fácil e eficiente quando a rede familiar participa e atua. É importante que a mulher tenha esse apoio familiar porque amamentar não é um ato tão fácil de executar. Com o estímulo da família, não acontece intervenções negativas e a mulher consegue manter a amamentação sabendo que o leite materno é a forma mais saudável de nutrição”, destacou a coordenadora do Núcleo da Saúde para a Primeira Infância da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Alessandra Viana.

Segundo ela, além de suprir toda a necessidade calórica, nutricional e metabólica do bebê, o leite materno permite criar um vínculo com a mãe e gera sensação de conforto para a criança. Antes dos seis meses de idade, a amamentação fornece todos os nutrientes que o recém-nascido necessita. Ou seja, não é preciso complementar a alimentação com chás, leites artificiais ou mesmo água.

Durante o evento, o público assistiu às palestras Empoderar famílias para o êxito da lactação, ministrada pela pediatra e neonatologista do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), Ana Maria Cavalcante; Estratégias durante o pré-natal para incentivo ao aleitamento materno: a importância da Rede de Atenção à Saúde Materno Infantil, da médica e ginecologista obstetra do HUPAA, Maria Cristina Simões Barbosa; Reconhecendo e construindo a rede de apoio: a identidade individual no processo de cuidar, da psicóloga e educadora Parental em Disciplina Positiva, Karllene Farias; e O papel do Pai no processo de Amamentação, do integrante do Amamenta Maceió, Rafael de Oliveira Brandão.

“A literatura demonstra que as mães que têm a retaguarda da figura masculina ou, então, quando algum familiar recebe a informação, ele se empodera desse conhecimento. Portanto, essa mãe consegue amamentar por muito mais tempo. Existe respaldo científico para demonstrar que é preciso investir no acolhimento do pai e dos familiares durante a assistência do pré-natal”, explicou Ana Maria Cavalcante.

“Uma das estratégias durante o pré-natal para incentivar o aleitamento materno são: evidenciar e diagnosticar onde está a dificuldade da mãe a respeito da amamentação e, por conseguinte, orientá-la a fazer o uso desse ato. Há muitas mulheres que têm mitos e crenças contra a amamentação. Portanto, a nossa importância é mostrar que existem equívocos nessas ideias e apresentar a verdade sobre essas ‘histórias’”, acrescentou Maria Cristina Simões Barbosa.

Já Rafael de Oliveira Brandão, de 35 anos, pai de duas crianças, uma de 8 anos e outra de 4, salientou que nos primeiros meses de vida, as necessidades básicas de um recém-nascido giram em torno da amamentação.  Então, fica óbvia a importância da mãe. Mas nem por isso o papel do pai é menos importante, não. O homem, segundo ele, pode não ser capaz de amamentar, mas há muitas maneiras de participar desse processo, beneficiando a mãe, o bebê e a ele próprio.

“Quando a minha primeira filha nasceu, a minha mulher teve muitas dores pela questão da pega do bebê na mama. No entanto, como ela teve toda a rede de apoio, não só minha, mas também de toda a família, o processo foi tranquilo. Nós, homens, somos tão capazes de cuidarmos dos nossos filhos quanto às mulheres. Ajudar a mãe nessa tarefa faz a criança perceber que também existem outras pessoas interessadas nela, nas quais ela pode confiar. E, no futuro, isso pode render frutos. Um dos maiores prazeres de um homem é curtir a admiração e o amor que um filho sente por ele”, disse Brandão, idealizador do Amamenta Maceió desde 2015.

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