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Paciente do HE do Agreste reencontra família após 33 anos

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Repórter: Davi Salsa

Repórter Fotográfico: Davi Salsa

Um encontro inusitado ocorreu no Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca. Por uma coincidência do destino, o paciente Anízio José de Oliveira, de 71 anos, reencontrou a família que não via há 33 anos.

Internado na unidade hospitalar desde o último dia 8 de agosto, após ter sido vítima de um atropelamento por moto, Anízio José de Oliveira fraturou a tíbia da perna direita. Mas o acidente, que poderia ter o levado à morte, traçou o destino para o reencontro com a irmã Bernardina Maria da Conceição, de 76 anos, e os sobrinhos Marcelo e Lourdes, de 41 e 45 anos, respectivamente.

Eles eram crianças quando, há mais de três décadas, Anízio José decidiu sair da comunidade quilombola de Carrasco, em Arapiraca, para trabalhar no corte de madeira no interior da Bahia.

A psicóloga Mônica Leal, coordenadora do projeto Preparando a Volta Para Casa, disse que a equipe, juntamente com o apoio de enfermeiros, assistentes sociais e a Gerência do Hospital de Emergência do Agreste, aguardaram vários dias pela visita de parentes de Anízio José de Oliveira.

“Tentamos localizar os familiares dele e, então, decidimos acionar a imprensa local para reforçar nossa missão”, revelou a psicóloga do HE do Agreste, que faz parte da rede de hospitais públicos mantidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Na segunda-feira (12), o sobrinho Marcelo José chegou ao hospital e reconheceu o tio, que está no setor de internação aguardando o resultado de exames pré-operatórios para a cirurgia na perna.

A coordenadora do projeto do HE do Agreste também revelou que, no dia seguinte, a irmã Bernardina Maria e a sobrinha de Anízio, a dona de casa Lourdes Maria da Silva, tiveram a oportunidade de rever o irmão e o tio que não viam há mais 33 anos.

“É gratificante demais promover um reencontro familiar, depois de tantos anos, e fortalecer os vínculos afetivos, principalmente no caso do paciente Anízio, que é idoso e estava morando sozinho, sofreu um grave acidente e encontrava-se internado sem a presença de parentes à sua volta”, destacou Mônica Leal.

Depois do reencontro emocionante, Anízio contou que, na época, decidiu vender três tarefas de terra à irmã para ir morar na Bahia, onde, anos mais tarde, conheceu a ex-companheira e teve dois filhos com ela.

“Trabalhei em muitas cidades na Bahia, cortando madeira e fazendo carvão, mas também fui peão em fazendas”, lembrou Anízio, que nasceu na comunidade quilombola de Carrasco, em Arapiraca.

O idoso disse que havia retornado à cidade de Arapiraca , há cerca de três meses, estava morando em um quarto alugado nas imediações do bairro Canafístula e não procurou a família porque, segundo ele, gosta de viver de forma independente.

O irmão mais velho de Anízio faleceu há alguns anos e Bernardina Maria, hoje com 76 anos, é a mais idosa dos oito irmãos ainda vivos. O sobrinho Marcelo José diz que tinha oito anos de idade quando viu o tio pela última vez.

“Não lembrava direito dele. Sabia que ele era um homem forte e trabalhador, e agora, com a ajuda do hospital, estamos mais uma vez juntos, depois de tantos anos”, declarou.

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