SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Vigilância Sanitária orienta sobre a qualidade do leite consumido

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Repórteres: Fabiano Di Pace e Josenildo Törres

Repórter Fotográfico: Olival Santos

Rico em proteína, gordura saturada e cálcio, o leite é considerado um item essencial na mesa da maioria dos brasileiros e, para assegurar o seu consumo de forma segura, é necessário tomar alguns cuidados, por ser altamente perecível. Por isso, o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra, orienta que, antes de fazer a sua ingestão, é necessário atentar para as boas práticas de higiene, seja quando for in natura ou processado industrialmente.

Muito utilizado diariamente pela maioria das crianças, por ser, na maioria dos casos, o único alimento da dieta cotidiana, o leite também é consumido por adultos e idosos e representa um dos ingredientes de bolos e pudins, por exemplo. Mas, mesmo estando na maioria da mesa dos brasileiros, os cuidados com a sua procedência são muitas vezes negligenciados.

“Em alguns países, o cuidado com o leite é tão sério que, ao se falar sobre o produto, é considerado como sendo de segurança nacional. O cuidado começa desde a ordenha, até o momento em que ele chega às residências, seja in natura ou processado, uma vez que pode estragar rapidamente”, salientou Paulo Bezerra, ao ressaltar que o leite ajuda no crescimento das crianças e, entre os idosos, evita a osteoporose.

O primeiro cuidado, segundo o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, é observar a data de validade do produto, localizada na embalagem. No caso do leite UHT, a validade é de 180 dias, uma vez que passa por um processo de pasteurização, onde o produto chega a uma temperatura de até 150 graus Célsius, num intervalo de quatro segundos, sendo imediatamente resfriado a uma temperatura inferior a 32 graus Célsius.

Com esse choque térmico, segundo Paulo Bezerra, as bactérias são eliminadas, mas as propriedades do leite são conservadas, sem a necessidade de refrigeração. “Por esta razão, ele também passou a ser conhecido como Longa Vida, por não estragar durante seis meses, quando a caixa é mantida fechada. Já quando o recipiente é aberto e, mantido sob refrigeração, é recomendável consumi-lo em até três dias”, salientou.

Entretanto, antes mesmo de chegar à mesa, também deve ser analisado como ocorre o processo de captação do leite. “A saúde do animal e a higienização dos equipamentos devem sempre ser respeitadas para que não haja a contaminação do produto”, frisou o gerente da Vigilância Sanitária Estadual.

Doenças – Isso porque, caso não sejam respeitadas algumas práticas de higiene, o consumidor pode se contaminar por diversas doenças, algumas ocasionadas em razão do manuseio errado do produto. Outras patologias, de acordo com Paulo Bezerra, podem ser contraídas se o animal produtor do leite estiver com brucelose, tuberculose ou alguma infecção bacteriana.

Outra providência importante que deve ser observada pelos consumidores é a não ingestão de leite vendido “a granel” em carroças, que ainda é comum em cidades do interior do Estado. “O leite retirado direto do animal e posto em tonéis para ser vendido, oferece um grande risco, pois não é devidamente refrigerado e, na maioria dos casos, é manipulado sem a mínima higiene”, reforçou Paulo Bezerra.

Fraudes – Existem, ainda, de acordo com a análise do gerente da Vigilância Sanitária Estadual, os casos de fraudes com o leite. A forma mais delituosa é a colocação de água nos recipientes que o acondicionam. Em outros casos mais graves, é colocada soda cáustica para equilibrar o ph do leite, conforme denuncia Paulo Bezerra.

“São casos em que a saúde das pessoas é colocada em risco e, cujas práticas criminosas, devem ser combatidas pelas autoridades públicas. Em casos de denúncia, a população deve se reportar às Vigilâncias Sanitárias Municipais, que estão presentes nos 102 municípios alagoanos”, reforçou Paulo Bezerra. 

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