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Experiência de profissionais do HGE que tiveram câncer de mama desperta importância do autoexame

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Repórter: Neide Brandão

Repórter Fotográfica: Neide Brandão

Foi durante o toque das mamas no autoexame que a técnica de enfermagem Silvia Maria sentiu a presença de nódulos, posteriormente, diagnosticados como câncer de mama. A doença, segundo pesquisa realizada pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) sobre a incidência do câncer no mundo é um dos três tipos de maior incidência, junto com o de pulmão e o colorretal, e é o que mais acomete as mulheres em 154 países dos 185 analisados.

Por este motivo, o Hospital Geral do Estado (HGE) trouxe duas profissionais da unidade hospitalar para contar suas experiências frente a doença que assusta mulheres e homens.

Silvia Maria descobriu o câncer em 2011 e após oito anos de tratamento se considera curada. “Ao descobrir a doença foi terrível, parecia está diante da morte. Mas hoje entendo que a falta de conhecimento sobre o tema me levou a esse desespero. Por isso, faço questão de debater sobre o assunto com outras mulheres e orientá-las a buscar informações periodicamente, além de se tocar mês a mês”, alertou.

Já a médica Cintia Vieira descobriu a doença, há dois anos, através de uma mancha em um dos seios. Fez todo o tratamento e, por precaução fez a mastectomia nas duas mamas. Após a colocação de prótese e o redesenho da aréola através de tatuagem conta sua história com alegria e bom humor tanto para mulheres como para homens.

“Enfrentei a doença com garra e determinação. Eu queria viver! Decidi isso. Cuidar da minha filha, realizar sonhos e planos, reconstruir. De certa forma, o câncer me trouxe um despertar para o valor que damos a vida. E quero passar isso adiante! O se cuidar, se tocar, se olhar. E o valorizar a vida a todo instante. Só temos uma, vamos viver bem!,” recomendou a médica.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que o câncer de mama também é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no país (excluídos os tumores de pele não melanoma). Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres. A única região do país em que o câncer de mama não é o mais comum entre as mulheres é a Norte, onde o de colo de útero ocupa a primeira posição.

Exames para os profissionais

Na ocasião, Kátia Born, atualmente coordenadora do Centro de Diagnóstico e Imagem Professor Alberto Cardoso (Cedim) disponibilizou o acesso de profissionais do HGE a exames como mamografia, desintometria óssea, raios-x, ressonância, ecocardiograma, eletrocardiograma, dentre outros. Para isso, os profissionais devem comparecer a Seção de Qualidade de Vida do Trabalhador (SQVT) com a solicitação do médico.

Silvia Maria, que convive com uma prótese idealizada por ela (chamada carinhosamente por Fred), mostrou sua cirurgia e o item após a palestra. Cintia também revelou a reconstrução dos seios após a mastectomia.

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