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Neurologista do HGE alerta sobre os cuidados na prevenção ao AVC

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Repórter: Thallysson Alves

Repórter Fotográfico: Olival Santos

As pessoas hipertensas e diabéticas que, apesar do histórico de casos de AVC (Acidente Vascular Cerebral) na família, abusam de bebidas alcoólicas, fumam, são sedentárias e despreocupadas com a qualidade da alimentação, são as mais propensas a sofrer derrame. O alerta é da neurologista Simone Silveira, coordenadora da Unidade de AVC do Hospital Geral do Estado (HGE).

“Quanto mais as pessoas se cuidam e estão conscientes dos sintomas da doença, menos sequelados pelo AVC passam a existir em nossa sociedade, assim como menos mortes são lamentadas nas famílias”, explica a médica. Esses cuidados, segundo ela, diminuem os riscos do desenvolvimento da doença e amplia o tempo na emergência para reverter o AVC, quando diagnosticada.

Em suas recomendações, a neurologista Simone Silveira lembra que a prevenção do derrame passa por duas vertentes. A primeira é evitar atitudes não saudáveis que provocam o AVC e doenças que induzem sua ocorrência; a segunda é fazer uma avaliação médica anual, corrigindo o que for necessário. As estatísticas do HGE, porém, indicam que esses cuidados não são observados.

Para ter uma ideia do problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta as doenças cardiovasculares como a principal causa de morte no mundo. Em seu levantamento mais recente, que apresenta dados de 2015, a entidade informa que, naquele ano, o total de óbitos envolvendo essas enfermidades chegou a 17,7 milhões. O número representou 31% das mortes registradas em âmbito global.

A neurologista defende que a busca pelo atendimento médico deve ser imediato. Prova disso é que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está treinado para atuar em situações de resgate, assim como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Ambulatórios 24 Horas estão cientes da necessidade da rápida sinalização para transferência que deve ser dada a equipe plantonista do HGE.

“Quanto mais tempo demora, mais risco de sequelas e óbito. Sabendo disso, o HGE tem uma equipe preparada, capacitada e estruturada para melhor assistir aos acometidos pelo AVC. Se chegar espontaneamente pela Área Azul, a classificação de risco sinalizará a necessidade de urgência e acionará a equipe da Unidade de AVC. Se chegar pelo Samu ou Bombeiros, o socorrista deve sinalizar durante o deslocamento a Unidade de AVC, para que o médico aguarde a chegada na Área Vermelha. Em ambos os casos serão realizadas tomografias computadorizadas e será observado se o início dos sintomas aconteceu em até 4h30. A partir do resultado dessas investigações adotaremos a melhor conduta para tratar a doença”, explicou a médica.

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