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Profissionais recebem capacitação para apoiar aleitamento materno

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Repórter: Marcel Vital

Repórteres Fotográficos: Carla Cleto e Marcel Vital

A Maternidade Escola Santa Mônica (Mesm), em parceria com o Hospital da Mulher Dr.ª Nise da Silveira (HM), promove nesta quarta (4) e quinta-feira (5), uma capacitação que pretende qualificar os profissionais que atuam, tanto na área de assistência quanto no administrativo, sobre a iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), que preconiza as boas práticas na atenção materno-infantil, com foco no aleitamento materno.

De acordo com Edjane de Biase, fisioterapeuta da Mesm e técnica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), para receber o credenciamento, que é concedido pelo Ministério da Saúde (MS), faz-se necessário que os profissionais sigam os dez passos para o sucesso do aleitamento materno, como ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, a qual deve ser rotineiramente transmitida a toda a equipe do serviço; treinar toda a equipe de saúde, capacitando-a para implementar esta norma; informar todas as gestantes atendidas sobre as vantagens e o manejo do aleitamento materno e ajudar às mães mostrando como amamentar e manter a lactação, mesmo se vier a ser separadas de seus filhos.

Os dez passos para o sucesso do aleitamento materno sugere também que os profissionais não devem dar ao recém-nascido nenhum outro alimento ou bebida, além do leite materno, a não ser que tal procedimento tenha uma indicação médica; praticar o alojamento conjunto e permitir que mães e bebês permaneçam juntos 24 horas por dia; encorajar o aleitamento materno sobre a livre demanda; não dar bicos ou chupetas a crianças amamentadas ao seio, assim como, encaminhar às mães, por ocasião da alta hospitalar, para grupos de apoio ao aleitamento materno na comunidade ou em serviços de saúde.

Os profissionais que atuam na área da assistência vão fazer um curso de 20 horas, enquanto os da administração vão fazer o de quatro horas. Isso porque, segundo Edjane, todos precisam ter a mesma fala. “No caso do administrativo, ele precisa saber as leis que regem a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras [NBCAL]. Por exemplo: se a família de uma paciente chegar à maternidade com chupeta ou mamadeira, ele precisa explicar que isso não é permitido, visto que a experiência com bicos diferentes da mama pode criar uma confusão no bebê e dificultar a sucção correta do leite materno, tão fundamental nos primeiros meses de vida”, afirmou.

Já os técnicos vão trabalhar dentro de protocolos, normas e rotinas, seguindo as práticas de qualidade e humanização, conforme preconiza a IHAC, que foi idealizada em 1990 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), para promover, proteger e apoiar a amamentação.

Nos quatro módulos discutidos durante os dois dias serão abordados diversos temas, entre eles: a Política Nacional em Aleitamento Materno/IHAC: uma estratégia global; as Habilidades de Comunicação e Aconselhamento; a Promoção do Aleitamento Materno na Gestação e Proteção Legal ao Aleitamento Materno NBCAL; a Amamentação na Sala de Parto; Como o Leite Materno Chega ao Bebê, o Cuidado Amigo da Mulher e o Pouco leite.

Também serão debatidas as Práticas que Auxiliam o Aleitamento Materno: Livre Demanda e Sinais de Fome; as Lactentes com Necessidades Especiais; Quando o Bebê não Pode ser Amamentado no Peito e Condições relacionadas às Mamas e Mamilos; as Questões Relacionadas à Saúde Materna e do RN; o Apoio Continuado às Mães e Como Tornar o Hospital Amigo da Criança.

Além disso, serão feitas oficinas de como observar e auxiliar o aleitamento materno e como conversar com uma gestante e com a mãe acompanhante. “O Comitê da IHAC da Mesm tem todo um interesse de conseguir esse credenciamento para a maternidade e, futuramente, para o HM, pois, a meu ver, isso vai melhorar as boas práticas e a qualidade do atendimento à mulher e ao bebê”, garantiu.

Para Jaqueline Jatobá, coordenadora de Nutrição do HM, a capacitação é fundamental para que todos os profissionais que atuam nas unidades hospitalares entendam a importância da amamentação para a saúde da mulher e do bebê. “É trazer essas informações de maneira responsável e consciente para implantar condutas e rotinas para o sucesso do aleitamento materno. Segundo a OMS, a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida e mantida até os dois anos ou mais”, destacou. 

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