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Hospital Geral conta com equipe qualificada de fonoaudiólogos

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Repórter: Thallysson Alves

Repórter Fotográfico: Olival Santos

No dia 9 de dezembro é celebrado o Dia do Fonoaudiólogo, profissional responsável pela reabilitação da comunicação e linguagem, distúrbios de motricidade orofacial e dificuldade de engolir do doente. O Hospital Geral do Estado (HGE) conta com uma equipe de fonoaudiólogas que se dividem para atender todas as demandas sinalizadas pela assistência. O resultado desse investimento tem repercussão direta na qualidade de vida após a alta médica e na diminuição de sequelas irreversíveis.

A fonoaudiologia hospitalar difere da ambulatorial, caracterizando-se pela intervenção em pacientes com sintomas ainda não instalados. Por exemplo, Renalvo César Silva Santos, de 46 anos, está interno na Área Verde com dificuldades para deglutir e falar, em consequência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). No leito, ele está sendo submetido de imediato a técnicas que estimulam a volta de ambas as capacidades, ação que irá gerar resultados mais rápidos e qualitativos, diferente se caso as técnicas fossem deixadas para outro momento.

“A assistência hospitalar do fonoaudiólogo se dá de diversas maneiras: iniciando pela atuação multidisciplinar, conhecimento do diagnóstico base e quadro clínico dos pacientes atendidos; avaliações de quadros de afasia, apraxia, agnosia e disfagia, para posteriormente, fornecer diagnóstico diferencial das alterações de fala e linguagem; além de tomadas de condutas fonoaudiólogicas para o paciente disfágico, a fim de lhe garantir segurança ao se alimentar, reduzindo ou eliminando fatores de riscos de broncoaspiração”, explicou a fonoaudióloga Fabiane Menezes.

No HGE, o profissional atua nas unidades de cuidados intensivos (UCI pediátrica, UTI pediátrica e UTI adulta) e nas unidades de recuperação (enfermarias pediátricas e adultas); além da Unidade de AVC. Também tem atuado com relevantes contribuições para docentes e sociedade, uma vez que este ano aconteceram ações preventivas para o público externo, como a de conscientização acerca dos riscos da disfagia, alteração vocal e câncer de cabeça e pescoço.

“Eu não gosto de ficar puxando o saco de ninguém. O meu esposo [o Renalvo] sabe que eu gosto de falar a verdade. Antes de chegar ao HGE tivemos dificuldade para que a outra unidade de saúde identificasse que era um caso de AVC. Mas desde quando cheguei ao HGE, nada foi difícil. O atendimento é ótimo, as pessoas são compreensivas, as informações são compreendidas por nós. E nós vamos sair daqui melhores, porque meu marido voltará a falar graças ao empenho das equipes, que já nos orientou sobre o que devemos fazer para que  problema não volte a acontecer”, afirmou a esposa de Renalvo, Rosângela Santos Campos Silva, de 43 anos.

Renalvo não costumava ir ao médico, mesmo sendo hipertenso, diabético, sedentário e com fatores de riscos hereditários. Ele chegou ao HGE no domingo (1º) sem falar e sem conseguir engolir a própria saliva. No momento, ainda com dificuldades, já engole e emite sons suficientes para se emocionar. A tendência é que nos próximos dias tenha alta hospitalar e siga com cuidados ambulatoriais.

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