SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Governo do Estado de Alagoas

Atendimento a múltiplas vítimas é discutido no HGE

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Repórter: Neide Brandão

Repórter Fotográfica: Neide Brandão

Furacões, vulcões e tsunamis são desastres que, em geral, acarretam muitas vítimas. Mas, segundo afirmou Renata Santos, psicóloga e voluntária na organização de ajuda internacional Médicos sem Fronteiras, não são os únicos. Catástrofes naturais, conflitos, epidemias e mesmo a violência nas cidades, são capazes de gerar um grande número de vítimas.

A afirmativa foi feita em palestra sobre o atendimento a saúde mental e o apoio psicossocial a múltiplas vítimas, nessa quinta-feira (6), no Hospital Geral do Estado (HGE). A iniciativa aconteceu no auditório da unidade e faz parte de ações desenvolvidas pela seção de Desenvolvimento Hospitalar e Psicologia.

Renata trouxe para os profissionais da unidade hospitalar a relevância do contato pessoal na assistência a vítimas. “Quem trabalha em hospital e postos de saúde, frente a uma possível catástrofe como a do Pinheiro, por exemplo, passa a ser a linha de frente. Por isso é importante entender o fenômeno, não somente geológico, mas como eu, como profissional de saúde, posso intervir de uma forma mais completa”, referiu.

Na ocasião, a psicóloga contou suas experiências no atendimento a vítimas em Moçambique, Brumadinho e outras situações de extrema gravidade. Ela explicou que a organização internacional da qual faz parte atua em mais de 70 países, atuando, principalmente, em contextos de extrema gravidade e necessidade.

Segundo ela, a assistência numa emergência hospitalar como o HGE, a intervenção em catástrofes, apesar de ser semelhante a outras unidades, funciona de forma diferenciada e fundamental aos atendimentos.

Renata ressaltou que, a assistência das necessidades médicas do paciente pode ficar prejudicada caso ele ou seu acompanhante “esteja numa situação emocional desorganizada ou alterada. E qualquer profissional de saúde pode, de alguma forma, auxiliar na assistência a estes pacientes”.

Para isso é preciso observar as reações do paciente, como, por exemplo, agressividade, taquicardia, sudorese, distanciamento do evento que originou a entrada na unidade de saúde, pânico, crise emocional, paralisias.

“Lidar com desastres, mortes não é algo que, em geral, estamos acostumados. Por isso é preciso prestar atenção também nas doenças emocionais originárias a partir das catástrofes”, completou.

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