Doação de Plaquetas por Aférese

Versão para impressãoVersão para impressãoEnviar por emailEnviar por email

A aférese - palavra grega que significa separação -, é o processo que permite separar plaquetas do sangue. Por meio dele, o sangue retirado da veia de um braço, passa por um equipamento especial que retém cuidadosamente parte das plaquetas e, posteriormente, é devolvido à veia do mesmo braço.

Na Hemorrede Pública de Alagoas, esta modalidade de doação acontece, somente, no Hemocentro Coordenador – HEMOAL – e para ser realizado deve ser pré-agendado por meio do Setor se Serviço Social. Para obter mais informações, basta ligar para (82) 3315 2109 ou enviar uma mensagem através do e-mail hemoal@saude.al.gov.br

Para realizar este procedimento, que acontece em uma sala especial, o doador senta em uma cadeira ao lado de um aparelho de separação de sangue. Após a introdução da agulha em um dos braços, seu sangue começa a passar para a máquina, por meio de um tubo plástico, que separa seus componentes por centrifugação coleta só as plaquetas. Durante a aférese, passam por esse circuito de 4.000 a 5.000ml de sangue, ou seja, mais da metade do total de sangue do corpo.

Cerca de 30 mil plaquetas são coletadas nesse processo. Ao mesmo tempo, o sangue que sobra, glóbulos vermelhos e plasma, retorna ao corpo do doador. O processo leva, em média, de 1 a 2 horas, sem que traga nenhum prejuízo à saúde do doador, mas, por outro lado, irá garantir a recuperação plena de pacientes cujo estado de saúde exige cuidados, a exemplo daqueles que foram vítimas de queimaduras, por exemplo, ou são vítimas de doenças do sangue, a exemplo da Aplasia.

O concentrado de plaquetas coletado pode ser mantido em estoque, no máximo, por cinco dias, embora a medula óssea do doador faça a reposição das plaquetas em 72 horas. Quanto ao agendamento para a doação de plaquetas de uma mesma pessoa, ele pode acontecer com um intervalo de duas semanas, sem que traga risco à saúde do doador, já que o processo é seguro, pois todo o material é estéril, individualizado e descartável.

A vantagem da aférese para a doação de sangue convencional é que o volume de plaquetas coletado é maior, beneficiando um maior número de receptores e tornando a procura por doadores de tipagens sagüíneas raras, a exemplo do B Negativo, menos exaustiva.

Requisitos para a doação de plaquetas

1) Boas condições de saúde
2) Idade: entre 18 e 60 anos
3) Peso mínimo 50kg
4) Evitar alimentação gordurosa e bebida alcoólica, pelo menos até 12h
antes da doação. Não é necessário jejum
5) Sono: no mínimo 6 horas antes da doação
6) Apresentar RG ou documento equivalente
7) Medicamentos: evitar uso de antiinflamatórios (ácido acetil salicílico,
diclofenaco)
8) Disponibilidade de horário na data da doação e telefone para contato
9) Contagem de plaquetas antes de a doação ser efetuada.
10) Doador AB0 compatível

Mas é importante ressaltar que, a doação de plaquetas também pode ser realizada pela forma convencional, mas, para se chegar ao resultado esperado, o processo é demorado e complexo, o que pode inviabilizar o salvamento de muitas vidas, as quais, na maioria das vezes, não podem esperar para que todo um processo complexo seja concluído. Isso porque, na coleta habitual, é retirada uma quantidade padrão de sangue: cerca de 450ml. Após a coleta, a bolsa de sangue é encaminhada para o Fracionamento, onde é separada em 4 componentes: concentrado de hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado (fatores de coagulação). As plaquetas são armazenadas a uma temperatura de 20 a 24 °C, sob agitação constante por 3 a 5 dias.

A função das plaquetas
As plaquetas são componentes do sangue fabricados pela medula óssea responsáveis pela coagulação, ou seja, têm como principal função coibir os sangramentos. O paciente que não produz plaquetas devido a uma doença da medula óssea, ou ao uso de medicações que inibam sua produção, ou desenvolvam alguma doença em que o funcionamento das plaquetas é precário, corre risco de hemorragia, que pode levar à morte se não for feita uma transfusão plaquetária.

A plaquetopenia é o resultado de uma produção ineficaz de plaquetas, que pode ser conseqüência do tratamento quimioterápico ou do transplante de medula óssea. Por não possuírem plaquetas, esses pacientes podem apresentar sérios sangramentos e, por isso, precisam receber transfusões freqüentes de plaquetas, até que o organismo se recupere do tratamento e passe a produzir suas próprias células coagulantes.