Pneumologista explica diferenças entre gripe e resfriado

A lavagem das mãos com água e sabão após tossir e espirrar é a principal aliada para prevenir a contaminação.
Foto: Ascom / Saúde
Pneumologista explica diferenças entre gripe e resfriado
Segundo Sandra, hábitos alimentares saudáveis e a regularidade no sono ajudam a aumentar a imunidade do organismo
Repórter:
ednar_costa

Com a mudança de temperatura e início das chuvas de outono é comum encontrar alguém se queixando de gripes e resfriados, conhecidas pela maioria da população como viroses. Mas o que poucos sabem é que, embora tenham sintomas parecidos, gripe é diferente de resfriado. Ambas são viroses, por serem causadas por vírus, mas apresentam particularidades que as diferenciam.

A médica pneumologista Sandra Reis, do Ambulatório do Hospital Geral do Estado (HGE) - antigo I Centro de Saúde – explicou que o resfriado apresenta sintomas locais que habitualmente duram de três a cinco dias, como dor de garganta, coriza, obstrução nasal, dor de cabeça e febre leve e esporádica. A doença é causada por vários tipos de vírus, principalmente o Rhinovírus (só este grupo tem mais de cem tipos), podendo ocorrer vários episódios durante o ano.

“Já a gripe, é transmitida pelo vírus Influenza e pode persistir de sete a 14 dias. O paciente apresenta um quadro sistêmico, com sintomas mais fortes que atingem todo o corpo. Uma pessoa pode ser acometida pela infecção gripal, em média, uma a duas vezes ao ano”, informou.

Os sintomas da gripe incluem mal estar, súbita dor de cabeça, na garganta e no corpo, febre, fadiga, tosse, irritação nos olhos e ouvidos, falta de apetite e coriza. Assim como o resfriado, a gripe atinge pessoas com baixa imunidade, principalmente as que fazem parte do grupo de risco, como crianças menores de dois anos, idosos e portadores de imunodeficiências e doenças crônicas.

Por ser de fácil contágio, aqueles que estão resfriados ou gripados precisam tomar algumas precauções para evitar a propagação dos vírus. A lavagem das mãos com água e sabão após tossir e espirrar é a principal aliada para prevenir a contaminação. Para evitar contaminar as mãos, o ideal é que a torneira seja fechada com o papel toalha que foi usado para enxugar as mãos.

“Também é importante proteger a boca e o nariz com as mãos ao tossir ou espirrar, mas caso não haja possibilidade de lavar as mãos logo em seguida, é recomendado utilizar a parte interna do braço para essa proteção. Esse cuidado vai diminuir as chances da transmissão dos vírus por meio da propagação de secreções no ar”, orientou.

De acordo com a pneumologista Sandra Reis, que também é professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (Famed / Ufal), hábitos alimentares saudáveis, regularidade no sono e a prática regular de atividades físicas ajudam a aumentar a imunidade do organismo e contribuem na prevenção de gripes e resfriados.

“Para manter uma boa imunidade e evitar contrair doenças não são necessários grandes esforços, basta adquirirmos o hábito de beber pelo menos dois litros de água por dia, não fumar, consumir legumes e frutas. No caso de pessoas com alergias, é importante evitar locais aglomerados e conservar a limpeza dos quartos”, destacou.

Vacinação - A especialista reforçou a importância da vacinação contra a gripe, disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos idosos, populações indígenas, crianças entre seis meses a menor de dois anos, gestantes e profissionais da saúde. Este ano, a vacina que será distribuída protege contra os três principais vírus que circulam no hemisfério sul, entre eles o da Influenza A (H1N1).

A Campanha Nacional de Vacinação acontecerá no período de 25 de abril a 13 de maio em postos de saúde de todo o País. No sábado (30 de abril), ocorrerá o Dia de Mobilização Nacional para estimular a população a dirigir-se aos pontos de imunização.

“Todos que estiverem no grupo prioritário não deve deixar de se imunizar. A vacina é a melhor forma de prevenção, com redução da gravidade da doença em 80% dos casos. Algumas das complicações da gripe são as infecções bacterianas como a pneumonia, sinusite e otite”, afirmou Sandra Reis.

O tratamento da gripe e do resfriado requer boa alimentação, consumo de frutas e hidratação com água, sucos, chás e água de coco. No caso da gripe, o repouso também é indicado. “A suplementação com vitaminas só é recomendada para os pacientes que têm uma alimentação inadequada. Quando há febre e dores no corpo, o paracetamol é o analgésico mais apropriado”, expôs.



Fonte: Ascom / HGE


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