Maioria de casos de violência contra idosos ocorrem dentro de casa

O evento visa sensibilizar a sociedade sobre as diversas formas de violência que pessoas idosas sofrem
Foto: Olival Santos
Maioria de casos de violência contra idosos ocorrem dentro de casa
A violência contra idosos acarreta em sérias consequências se configura como uma grave violação da dignidade da pessoa humana
Repórter:
valdete_calheiros

Os idosos são vítimas de diversos tipos de violência. As agressões nem sempre são físicas e acontecem, principalmente, dentro do ambiente familiar. Em relação aos tipos de violência contra os idosos, os dados apontam que os casos mais comuns, além de violência física são violência psicológica, negligência e abandono.

Na expectativa de aumentar a conscientização da sociedade na defesa pela integridade física e psicológica do idoso, aconteceu, na manhã de ontem, no Centro de Maceió, a primeira caminhada alusiva ao Dia Mundial de Conscientização Sobre a Violência Contra a Pessoa Idosa. A caminhada contou com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

A concentração foi na Praça Deodoro. Do local, os participantes seguiram até a Praça dos Martírios. Durante o percurso, houve diversas atividades dirigidas aos idosos.

A gerente do Núcleo de Atenção à Saúde do Idoso da Secretaria de Estado da Saúde, Elisabeth Toledo, destacou a importância do evento para conscientizar a população em relação aos cuidados com a pessoa idosa.

Para o coordenador Estadual da Pastoral da Pessoa Idosa, Crimédio Vieira Neto, a proposta do evento é unir forças para que a vida de pessoas idosas seja marcada por mais respeito, qualidade de vida, dignidade e esperança. “A velhice não pode ser considerada um peso, e sim uma dádiva”, defendeu Neto.

“Diversas secretarias e órgãos do governo do Estado estão juntos neste evento que marca, em especial, a importância da conscientização contra a violência que vitimiza os idosos”, destacou.

De acordo com a coordenadora do Centro Integrado de Atendimento e Prevenção à Violência Contra Pessoas Idosas (Ciappi), Viviane Melo de Gusmão, o principal objetivo da caminhada é criar uma consciência mundial, social e política, da existência da violência contra os idosos, e ao mesmo tempo, disseminar a ideia de não aceitá-la como normal.

“Na esteira deste movimento mundial deve-se incentivar a apresentação, o debate e o fortalecimento das mais diversas formas da prevenção”, complementou. Viviane Melo ainda afirma que a violência contra idosos acarreta em sérias consequências se configura como uma grave violação da dignidade da pessoa humana, trazendo sérias consequências a essas pessoas.

Segundo ela, os efeitos da violência na vida de um idoso (a) pode ser desastroso, contribuindo para o agravamento das doenças na velhice e afetando, principalmente, a qualidade de vida. Viviane cita ainda algumas violências contra os idosos, como abuso, maus tratos, negligência, abandono e agressões.

Ela lembra ainda que o propósito principal da data é a sensibilização para uma conscientização. “Não se combate ou luta contra a violência apenas em um dia. O dia 15 é para chamar a atenção de todos. O processo deve ser contínuo e em todos os dias do ano”, finalizou.

O evento visa, sobretudo, sensibilizar a sociedade sobre as diversas formas de violência que pessoas idosas sofrem em seus lares, instituições e espaços públicos.

O Centro Integrado de Atendimento e Prevenção à Violência Contra Pessoas Idosas (Ciappi) é ligado à Secretaria Nacional de Direitos Humanos e à Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), e mantém, em Maceió, uma sede no bairro do Farol, onde desenvolvem atividades como visitas domiciliares e institucionais com o objetivo de verificar e averiguar a veracidade das denúncias de violência contra pessoas idosas.

Entre as entidades colaboradoras e parceiras do Ciappi estão Ministério Público Estadual, OAB, Arquidiocese de Maceió, Pastoral da Pessoa Idosa, Conselho Estadual de Assistência Social, Conselho Estadual do Idoso, Federação das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas (Famecal), Ceami, Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Secretaria Municipal de Saúde, Faculdades Raimundo Marinho e Maurício de Nassau.

Com a garantia de sigilo absoluto nas denúncias que chegam todos os dias, o idoso de Alagoas já tem uma referência para o combate à violência. Com quase dois  anos de atividades, o Centro Integrado de Atendimento e Prevenção da Violência contra a Pessoa Idosa (Ciappi) conseguiu concluir neste período a resolução de centenas de casos de violência contra a pessoa idosa.

O trabalho é desenvolvido em parceria ainda com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a Secretaria Especial de Direitos Humanos.  “Isso se deve à boa repercussão do trabalho do Ciappi nesses quase dois anos de atividade, que hoje funciona como um ponto de apoio para que as pessoas denunciem a violência contra o idoso, junto com credibilidade na garantia de sigilo total”, ressalta Viviane Gusmão.

A atuação do centro se estende à mediação dos mais variados casos de violência contra idosos, especificados como violência física, maus-tratos, abuso psicológico, violência psicológica, sexual e abandono, entre outros tipos de violência contra a população maior de 60 anos.

Como denunciar – A equipe do Ciappi, formada por advogados, psicólogos e estagiários, revela que uma das denúncias mais frequentes que chegam é a de abuso financeiro e econômico praticado pelos próprios familiares dos idosos.

O centro conta com uma equipe multiprofissional que reúne psicólogos, assistentes sociais, advogados e estagiários que desenvolvem ações de acolhimento aos idosos e à família, averiguação de denúncias, estudo e diagnóstico psicossocial e jurídico.

O atendimento e o recebimento de denúncias funcionam das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, e podem ser feitos pelo Disque-Idoso pelo telefone 3315-9928. As denúncias também podem ser feitas através do telefone 3315-9929 ou pelo e-mail centro.idoso@assistenciasocial.al.gov.br



Fonte: Ascom / Saúde


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