A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) encerrou, nesta quarta-feira (6), a capacitação de técnicos municipais em análise de dados relativos a Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)/Aids e hepatites virais. Durante a atividade, iniciada na segunda (4), foram repassados conhecimentos quanto à avaliação de indicadores e o planejamento de ações estratégicas.
O evento, realizado no Maceió Mar Hotel, teve como público alvo profissionais de cidades alagoanas que recebem recursos do governo federal e que tenham importância epidemiológica no diagnóstico das DSTs/Aids e hepatites no Estado. Participaram da capacitação, técnicos de Maceió, Arapiraca, Marechal Deodoro, Penedo, Palmeira dos Índios, Murici e Rio Largo.
Segundo a gerente do Núcleo de Agravos Crônicos da Sesau, Mona Lisa Góes, a oficina teve como objetivo aprimorar o trabalho feito pelos técnicos. “A intenção é capacitá-los para essa análise e para a elaboração de boletins epidemiológicos sobre as doenças. Com isso, as gestões ficarão aptas a desenvolverem seus perfis epidemiológicos sem passar pela secretaria”, diz.
Ela ressalta que o perfil epidemiológico detalhado é um dos requisitos para que as administrações municipais elaborem seus Planos de Ações e Metas para HIV/Aids e possam receber verbas do programa nacional desenvolvido pelo Ministério da Saúde. A iniciativa, criada em 1985, é voltada para a prevenção do mal e para a atenção integral aos portadores.
Além da análise, a atividade ainda treinou os profissionais para a tabulação dos dados e para o cálculo de indicadores, que podem auxiliar no planejamento de ações de combate e controle das enfermidades. Os Sistemas de Informações de Agravos de Notificações (Sinam) e de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc) também foram abordados na ocasião.
“É fundamental que eles saibam fazer isso, já que é a partir do conhecimento da realidade que poderão realizar intervenções. Com as informações, eles poderão trabalhar melhor e evitar, por exemplo, a transmissão vertical [de mãe para filho] de doenças que têm cura, como a sífilis, algo que ainda vemos”, explica Denise Ciríaco, técnica da Diretoria de Vigilância Epidemiológica.

