Repórter: Arnaldo Santtos
Repórter Fotográfico: Arnaldo Santtos

Debates, música, emoção, memórias e apresentação de casos exitosos. Assim foi o último dia das comemorações alusivas à Semana da Enfermagem no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Alagoas. O evento ocorreu no Núcleo de Educação Permanente (NEP) da Central Maceió, situado no bairro Farol.
“Se empenhar ao máximo para fazer o melhor num atendimento e tentar o que for possível para que o paciente sobreviva”, esse é o desafio de todos os profissionais que trabalham na urgência e emergência pré-hospitalar móvel no dia a dia. E isso é possível, sim, porque temos os melhores profissionais atuando”, destacou a coordenadora geral do Samu, a enfermeira Beatriz Santana.
“É preciso cuidar, ouvir, acolher, observar e ser cortês com todos os pacientes que atendemos diariamente”, ressaltou a enfermeira Tatiana Almeida, que conduziu as apresentações dos enfermeiros e dos técnicos de enfermagem, destacando que é preciso se coloar no lugar do paciente durante a realização de um atendimento. “Todos querem ser bem atendidos e, por isso, é necessário que todos realizem um trabalho profissional de excelência”, alertou.
Nos atendimentos de urgência e emergência na assistência pré-hospitalar móvel, todo dia é dia de aprendizagem. “Todo dia cuidamos de pessoas. Todo dia agregamos valor às pessoas num atendimento, ou seja, salvamos vidas. Atendimento significa dar ou prestar atenção; tomar em consideração, levar em conta, ter em vista, acolher, receber com atenção ou cortesia. Todas essas atitudes são imprescindíveis para se realizar um trabalho com qualidade”, salientou Tatiana Almeida.

Na primeira apresentação, o enfermeiro Breitner Pereira, que atua no Serviço de Motolância, mostrou um atendimento realizado a um paciente de 53 anos, que era hipotenso, estava irresponsivo e morava em local de difícil acesso. Apesar de toda a situação apresentada do paciente, a equipe realizou os procedimentos para estabilizar, clinicamente, o paciente e depois foi solicitado apoio de uma equipe de ambulância para conduzi-lo até o Hospital Geral do Estado (HGE).
“Não adianta só a ambulância chegar, quem precisa chegar na cena é o cuidado qualificado em um curto espaço de tempo para a vítima. Além disso, é preciso realizar o atendimento com um espírito de equipe, desde quem atendeu a ligação, até o final da ocorrência”, salientou Breitner Pereira.
Outra apresentação que chamou a atenção dos profissionais foi da técnica de enfermagem Jane Cheirly dos Santos, que trabalha na Base Descentralizada do município de Barra de Santo Antônio. Ela citou um caso ocorrido em março de 2021, referente a uma colisão entre carros, em que várias vítimas ficaram presas em ferragens.
“É fundamental os profissionais ouvirem, exatamente, o que está acontecendo na cena da ocorrência. “As equipes das Bases Descentralizadas são de fundamental importância na redução do tempo-resposta, reduzindo o número de óbitos e as sequelas decorrentes da falta de socorro precoce. Por isso precisamos de bastante apoio da Central”, enfatizou.
Vinte anos de Samu
Já o técnico de enfermagem e também enfermeiro, Douglas Cristian de Medeiros, apresentou uma ocorrência com chuva torrencial, onde ocorreram acidentes e quedas de barreiras ocorridas em junho de 2004. Ele fez uma retrospectiva da evolução do Samu nesses 20 anos de existência. “O mais impressionante da ocorrência foi a determinação de cada membro da equipe no local, e também dos que estavam na Central para atender bem a todas as vítimas do acidente. É fundamental que haja harmonia nas equipes para que o atendimento seja de excelência”, enfatizou.
A técnica de enfermagem Iris Cristiane Fernandes Freire apresentou um caso de suporte básico de vida em vítima de parada cardiorrespiratória, em que a equipe teve bastante entusiasmo em querer fazer o melhor. “Atender com humanidade é fundamental. Para tocar um coração não precisa ser cirurgião cardiologista, basta ser humano e amar seu próximo como a ti mesmo”, salientou.
No final das apresentações, além de distribuição de brindes e lanche, houve também uma apresentação da música “Amor Pra Recomençar”, de Frejat, interpretada pela enfermeira Alda Galdino.


