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HGE promove palestra para orientar profissionais sobre notificações de violência interpessoal e autoprovocada

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Repórter: Thallysson Alves
Repórter Fotográfico: Thallysson Alves

Notificação ajuda a entender o perfil epidemiológico e encontrar soluções que atendam às necessidades das vítimas de violência em Alagoas

No Agosto Lilás, campanha de mobilização nacional pelo enfrentamento à violência contra mulheres, o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, promoveu mais uma capacitação sobre a necessidade de realizar as notificações compulsórias para os casos, suspeitos e confirmados, de violência interpessoal e autoprovocada. O objetivo é que esses dados ajudem a construir um perfil epidemiológico que fortaleça as ações de combate a esse tipo de crime.

“Vamos atualizar os nossos profissionais, a nossa equipe multidisciplinar, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, para que essa ficha seja bem preenchida, porque é muito importante que esse dado seja sistematizado para que os serviços sejam criados e para que os nossos usuários sejam encaminhados para serviços especializados, tendo a sua demanda atendida”, explicou a coordenadora do Serviço Social, Vanessa Martins.

Vale lembrar que o HGE é referência no atendimento a feridos por traumas e entre eles estão os casos de violência, seja por agressão corporal, sexual, arma branca ou arma de fogo. A maior unidade de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) conta com profissionais qualificados para identificar, acolher e orientar; incluindo a atuação de uma equipe exclusiva da Rede de Atenção às Violências (RAV).

“O HGE atende todo o Estado, tendo um grande número de profissionais e de atendimentos. Dada essa relevância, é importante realizar essa atualização para que a gente possa envolver várias categorias profissionais na identificação, notificação e encaminhamento dos casos de violência. O grande objetivo é que consigamos ter informações para formular políticas públicas, definir um perfil epidemiológico dessas pessoas em situação de violência. E que a gente possa intervir, porque é preciso dar um direcionamento a esses atendimentos, para que a pessoa receba atendimento, acompanhamento e saia dessa situação de violência”, explicou a técnica de vigilância epidemiológica, Rozali Costa.

Profissionais de diferentes áreas participaram da capacitação promovida no HGE

A técnica é assistente social e foi convidada a realizar a palestra devido a sua experiência na capital, cidade com maior número de violência em Alagoas, que não conta com um hospital municipal para a realização desse tipo de atendimento, cabendo ao Governo de Alagoas a missão de assistir os maceioenses vítimas da violência.

“Foi um momento muito rico, vários profissionais participaram, de diferentes categorias profissionais, o que ajuda a fazer com que todo o hospital conheça a importância da notificação e notifiquem corretamente. Ou seja, todos passam a fazer uma vigilância das violências, uma vigilância desse agravo que traz tanto prejuízo para a saúde e que a gente precisa, sim, intervir, de forma eficaz, integral”, afirmou Rozali, que também é assistente social.

A ficha de notificação para casos suspeitos e confirmados de violência é obrigatória a todos os profissionais de saúde de instituições públicas ou privadas. Ela está disponível no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), que foi desenvolvido para ser utilizado pelos pontos de digitação que não possuem uma ligação à Internet estável a fim de permitir que as mesmas cadastrem os formulários e acompanhem o andamento do processo de instalação.

“Notificação não é denúncia policial. Nesses casos, a RAV atua orientando o paciente e familiares sobre o que deve ser feito legalmente para garantir o direito e a segurança da vítima. Porém qualquer profissional da saúde deve notificar, sem pedir autorização, os casos de violência doméstica, sexual, psicológica, autoprovocada, tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, tortura, intervenção legal e violências homofóbicas”, atentou a assistente social do HGE.

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