Repórter: Arnaldo Santtos
Repórter Fotográfico: Arnaldo Santtos

Durante o mês de setembro, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou diversas ações, como Rodas de Conversa nos setores da Central Maceió, no bairro Farol, e na Base Descentralizada do Trapiche. A iniciativa teve como objetivo estimular o diálogo e oferecer informações sobre como reconhecer os sinais de alerta e procurar ajuda profissional quando houver sofrimento psíquico.
A campanha deste ano trouxe um lembrete importante: “Se precisar, peça ajuda!”. Esse pedido não deve ser visto como uma fraqueza, mas sim como um ato de coragem conforme os especialistas. A saúde mental é um componente essencial da saúde integral, e cuidar dela deve ser parte do nosso cotidiano prevenção da saúde mental e evitar a tentativa de suicídio.
Falar sobre os incômodos de pensamentos, comportamentos, sentimentos e crenças é crucial para a prevenção de agravos mais severos, como ansiedade, depressão e tentativas de suicídio. Procurar um profissional de psicologia, que está preparado para lidar com esses aspectos de forma técnica e humana, é um passo importante para quem enfrenta dificuldades emocionais. A campanha Setembro Amarelo levanta a discussão sobre a necessidade de normalizar esse tipo de conversa, mas é fundamental que o cuidado com a saúde mental aconteça durante o ano todo, e não apenas em setembro.
A coordenadora do Samu Maceió, enfermeira Beatriz Santana, reforça que a preocupação com a saúde mental deve ser contínua e integrada ao cotidiano das pessoas. “Falar sobre o sofrimento psíquico é fundamental para que possamos compreender melhor nossos sentimentos e buscar ajuda profissional, prevenindo situações de risco”, destacou, frisando que “esse cuidado deve ser um compromisso permanente, de cada um e da sociedade como um todo”.

“As ações do Setembro Amarelo, como as Rodas de Conversa promovidas pelo Samu, são de extrema importância para criar espaços de diálogo e orientação. Elas ajudam a desmistificar o tratamento psicológico e a mostrar que procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim um ato de coragem e autocuidado”, destacou a psicóloga do Samu, Amália Jambo Muniz Falcão, acrescentando que para que a prevenção ao suicídio seja eficaz, precisamos falar sobre saúde mental todos os dias, e não apenas em datas específicas.
Para Williams Roger Cleto Cavalcante, Operador de Frota da Base Descentralizada Trapiche, em Maceió, independentemente do mês específico, a importância do tema sobre o combate ao suicídio diz respeito ao desafio diário. “Assim, temos o dever de ajudar quem necessita. Para isso, é necessário termos empatia, ouvir e ajudar sempre, os colegas, amigos e familiares”, frisou.

HÁBITOS SAUDÁVEIS
Com o aumento dos casos de ansiedade, depressão e outros agravos mentais, o cuidado com a saúde emocional precisa ser visto como prioridade. Isso inclui não apenas buscar ajuda profissional, mas também adotar hábitos que promovam o bem-estar, como atividade física, momentos de lazer e manter relacionamentos saudáveis. O apoio de amigos, familiares e a própria conscientização de cada indivíduo são essenciais para evitar que o sofrimento se agrave e evolua para situações irreversíveis.
“Falar sobre o sofrimento psíquico é fundamental para que possamos compreender melhor nossos sentimentos e buscar ajuda profissional, prevenindo situações de risco. Por isso, o debate sobre o tema é fundamental, não apenas na área de saúde, mas em todas as repartições públicas, no ambiente familiar, nas escolas e faculdades”, destacou o secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda.


