Repórter: Maju Silva
Fotos: Pedro Junior

O Hospital Professor Ib Gatto Falcão (Hospigaf), situado no município de Rio Largo, compõe a estrutura da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) é uma unidade porta aberta que atende urgência e emergência. E para agilizar o processo de transferência dos pacientes que precisam migrar para outras unidades, o hospital conta com o Núcleo Interno de Regulação (NIR).
O NIR tem o propósito de diminuir o tempo de espera por um leito de retaguarda. Cabe a ele também monitorar o paciente internado, até a sua transferência para outra unidade hospitalar, com segurançae obedecendo aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS).
De acordo com Susi Padilha, coordenadora do NIR do Hospital Ib Gatto, o serviço é uma ferramenta administrativa que monitora e acompanha a evolução do paciente, desde a sua entrada na unidade até a sua transferência para uma unidade de referência. É função do NIR manter também uma relação estreita, atuando em parceria com a Central Estadual de Regulação de Leitos, a quem cabe de fato e exclusivamente a obrigação de autorizar ou intermediar as autorizações de procedimentos realizados em pacientes internados.
“A criação do NIR ajuda muito nesse processo de transferência, ao otimizar a procura e o acesso por leitos hospitalares existentes em outras unidades. Desta forma as unidades atendem mais pacientes”, relatou Susi.

Como Funciona
O paciente chega na unidade, passa pela classificação, onde é avaliado e, deste modo, é definido o perfil assistencial. Após o primeiro atendimento, o paciente é encaminhado ao médico e, na sequência, para a sala de medicação. Caso seja preciso, é encaminhado para fazer exames e, após os resultados, é confirmado se precisa ficar internado ou se vai precisar ser transferido para outra unidade.
Se constatado a necessidade de transferência, o médico faz o cadastro e aguarda a regulação e o código que irá autorizar a transferência. Assim que o código é disponibilizado, a equipe do NIR comunica ao paciente e seus familiares sobre a transferência e o hospital de destino.
“O trabalho do NIR, além de diminuir o período de espera, é acolher o paciente e os familiares. Sabemos que o hospital por si só já traz um peso, e nossa obrigação como prestadores de serviços, é acolher e abraçar os pacientes que chegam em nossa unidade, fazendo com que eles se sintam bem”, disse Susi Padilha.

Susi informou também que a solicitação e a regulação são feitas pela unidade, mas que a liberação e transferência do paciente só é feita após a liberação do código da regulação enviado pela Sesau, através da Central Estadual de Regulação.
“Ainda existem algumas dúvidas de pacientes e familiares que acham que às vezes é a unidade que não quer fazer a transferência do paciente, mas, a verdade não é essa. A verdade é que o hospital faz a regulação, mas não depende do hospital a transferência, já que há a dependência de vagas na rede”, destacou Susi Padilha.


