Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) desempenha um papel fundamental na prevenção e no controle das infecções relacionadas à assistência à saúde. Seu principal objetivo é reduzir a incidência dessas infecções dentro da unidade hospitalar, garantindo um ambiente mais seguro para pacientes, profissionais de saúde e visitantes.
Pensando nisso, Isis Kerolayne, supervisora da CCIH do Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, ressalta a importância da higienização das mãos, uma das medidas mais eficazes para prevenir infecções hospitalares, protegendo tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde. Em ambientes hospitalares, onde há grande circulação de pessoas e contato frequente com pacientes vulneráveis, a correta higienização das mãos reduz significativamente a transmissão de microrganismos e contribui para a segurança de todos.
De acordo com Isis Kerolayne, o papel da CCIH é monitorar a epidemiologia na unidade hospitalar, acompanhando as infecções hospitalares, analisando dados, identificando surtos e propondo medidas corretivas. Esse monitoramento é essencial para compreender os padrões de infecção e desenvolver estratégias preventivas eficazes.

“Nosso compromisso é garantir a segurança dos pacientes, profissionais e visitantes, prevenindo e controlando infecções hospitalares. A adesão às boas práticas de higiene das mãos, o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e o cumprimento dos protocolos assistenciais são fundamentais para minimizar riscos. Além disso, estamos sempre à disposição para capacitar a equipe, esclarecer dúvidas e implementar medidas eficazes no controle de infecções”, ressaltou Isis Kerolayne.
A supervisora de enfermagem do Hospital Ib Gatto Falcão, Vanessa Oliveira, destacou que a atuação da CCIH é essencial para a segurança do paciente e para a qualidade dos serviços de saúde. Além de reduzir os riscos de infecção, suas ações contribuem para a otimização dos recursos hospitalares, diminuindo custos com internações prolongadas e tratamentos de complicações infecciosas.
“A higienização das mãos é um gesto simples, mas essencial para a segurança de todos. Como profissionais da saúde, temos o compromisso de seguir esse hábito com rigor, garantindo a prevenção de infecções e a qualidade do cuidado prestado. A segurança na saúde começa com atitudes diárias, e a higiene das mãos é um compromisso inegociável com a vida”, destacou Vanessa Oliveira.
Ela reforçou, ainda, que a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar é um pilar fundamental dentro das unidades de saúde, promovendo um ambiente mais seguro e eficiente. Isso porque, segundo ressaltou, desempenha um trabalho contínuo na prevenção, monitoramento e educação, além de reforçar a importância da adesão às boas práticas de higiene e controle de infecções para garantir a excelência na assistência hospitalar.

Prevenção de Infecções
As mãos são um dos principais veículos de transmissão de agentes patogênicos, como bactérias, vírus e fungos. Ao tocar superfícies, equipamentos médicos ou mesmo os próprios pacientes sem higienização adequada, os profissionais de saúde podem disseminar microrganismos que causam infecções graves, como pneumonia hospitalar, infecção da corrente sanguínea e infecção urinária associada a cateteres.
A higienização das mãos não apenas protege os pacientes, mas também preserva a saúde dos próprios profissionais e visitantes. A adesão rigorosa às boas práticas de higiene reduz o risco de surtos de infecção e melhora a qualidade do atendimento hospitalar.
Diante dessa realidade, a supervisora dá dicas sobre a técnica correta de higienização das mãos. De acordo com ela, a lavagem das mãos pode ser realizada de duas formas principais, sendo a principal a higienização com água e sabão, indispensável quando há sujidade visível ou contato com substâncias orgânicas. Já a segunda possibilidade é a utilização de álcool a 70%, método rápido e eficaz para a eliminação de microrganismos, indicado sempre que não houver sujeira aparente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a higienização das mãos seja feita em momentos-chave, como:
• Antes do contato com o paciente;
• Antes de procedimentos assépticos;
• Após o risco de exposição a fluidos corporais;
• Após contato com o paciente;
• Após tocar superfícies próximas a ele


