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HEA realiza roda de conversa com foco na doação de órgãos e no acolhimento de famílias

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Repórter: Tony Medeiros / Ascom HEA
Repórter Fotográfico: Tony Medeiros / Ascom HEA

Equipe multidisciplinar discute fluxos e abordagens no acolhimento a familiares durante o processo de diagnóstico e possível doação

O auditório do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, foi cenário de uma roda de conversa entre profissionais da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), psicólogos e assistentes sociais da unidade. A atividade integra uma sequência de capacitações voltadas à consolidação dos protocolos de morte encefálica e ao fortalecimento das abordagens familiares nos casos de possível doação de órgãos.

Coordenador da CIHDOTT no HEA, o enfermeiro Andervan Leão conduziu a conversa com os profissionais dos setores de Psicologia e Serviço Social. Ele destacou que o momento teve como objetivo reforçar o fluxo institucional e proporcionar espaço para o esclarecimento de dúvidas, além de revisitar rotinas que compõem o processo de diagnóstico e de entrevista familiar. “A ideia foi reciclar o conhecimento e abrir espaço para escuta, com foco na importância do protocolo e na abordagem adequada junto às famílias dos pacientes”, pontuou.

O HEA realizou, em menos de um ano, três captações múltiplas de órgãos. Na mais recente, foram retirados dois rins, duas córneas e um fígado. Os órgãos foram destinados a receptores em Alagoas e no Rio Grande do Norte. Todas as captações só foram possíveis graças ao “sim” de familiares dos pacientes doadores após o diagnóstico de morte encefálica.

A psicóloga Adelaide Pacheco, que participou da roda de conversa, ressaltou a importância do encontro para o alinhamento entre os setores. “É um momento que exige muito cuidado, pois envolve sofrimento e exige escuta qualificada. Essa troca de experiências e ideias com a equipe da CIHDOTT permite entender melhor o nosso papel desde a abertura do protocolo até a entrevista com os familiares”, explicou.

Para a assistente social Ana Tereza Albuquerque, a atividade também trouxe reflexões sobre a prática cotidiana. “Foi um espaço que nos permitiu compartilhar situações, tirar dúvidas e pensar em conjunto sobre aspectos que nem sempre aparecem na rotina. A troca de experiências ampliou o olhar da equipe.”

A diretora-geral do HEA, Bárbara Albuquerque, destacou o papel integrador da ação. “A construção de um ambiente preparado para a doação de órgãos passa, necessariamente, pela escuta entre as equipes e pelo cuidado com as famílias. Momentos como esse fortalecem o compromisso coletivo com a vida e com a humanização do nosso trabalho”, comentou Bárbara.

“A ação faz parte das estratégias de fortalecimento do HEA no cumprimento das diretrizes nacionais sobre transplantes, que envolvem tanto os aspectos técnicos do protocolo quanto os cuidados com os familiares. A CIHDOTT da unidade atua em articulação com a Central de Transplantes de Alagoas, com total apoio da Secretaria de Estado da Saúde”, afirmou Andervan Leão.

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