Repórter: Nataly Lopes / Ascom Hospital da Criança de Alagoas
Repórter Fotográfica: Nataly Lopes / Ascom Hospital da Criança de Alagoas

Como forma de conscientizar sobre o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil e à Campanha Maio Laranja, a equipe de Serviço Social do Hospital da Criança de Alagoas (HCA), em Maceió, realizou ações de conscientização para acompanhantes e pacientes da unidade. A ação ocorreu nesta sexta-feira (16) e contou com entrega de panfletos e explicações sobre a importância do tema.
As assistentes sociais realizaram uma blitz em todas as enfermarias e no ambulatório de especialidades para dar visibilidade a essa campanha. Também teve uma roda de conversa com acompanhantes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a distribuição de figuras para colorir visando o público infantil.

De acordo com a campanha Maio Laranja, cerca de 500 mil crianças e adolescentes são vítimas de exploração e abuso sexual todos os anos. Dessas vítimas 51% têm entre 1 e 5 anos. Para a coordenadora do Serviço Social do Hospital da Criança, Juliane Feijó, o tema precisa ser mais divulgado e por isso a equipe da unidade realiza ações de conscientização.
“Realizamos essas ações para sensibilizar os familiares sobre esse tema que ainda é pouco falado. Com essa conscientização, vamos alertar muitas crianças e adolescentes, combatendo a violência contra esse público vulnerável”, explica a profissional.

Juliana Miguel foi uma das mães que estava acompanhando seu filho em mais uma consulta no neurologista e participou da ação sobre a campanha de exploração e abuso sexual infantil. “É uma campanha interessante, porque ativa na mente das pessoas para ficarem mais atentas em casa com as crianças, para conversar mais, observar o celular, ver sempre o que está acontecendo para ficar ciente. Gostei da campanha”, detalha a mãe do pequeno Ruy Miguel, de 3 anos.
Como denunciar?
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência de Alagoas (Secdef-AL), mais de 70% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes acontecem dentro de casa. A assistente social Juliane Feijó explica que orientar os responsáveis é importante para evitar esse tipo de violência e entender quando denunciar.

“É necessário que os pais, familiares e professores fiquem atentos ao comportamento dos pequenos. Se houver alguma queixa, mostrar interesse e fazer ele se sentir seguro o suficiente para contar o que está acontecendo. Além disso, é preciso ficar de olho nos conteúdos que a criança está consumindo, sejam filmes, livros ou redes sociais”, acrescenta a profissional.
Caso algo esteja errado, é importante procurar ajuda. Os principais canais para fazer denúncias são os números 100, 181 ou 190. A Delegacia de Polícia Civil e o Conselho Tutelar também são outras opções para realizar a denúncia pessoalmente.


