Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

Maio é o Mês de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data que reforça a necessidade de conscientização e ação contra essa grave violação de direitos humanos. Para chamar a atenção para esta situação, a equipe de Psicologia do Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, promoveu uma palestra educativa para pacientes e colaboradores, com o intuito de informar e orientar sobre como identificar e lidar com essas situações.
O objetivo é proteger e garantir os direitos daqueles que, muitas vezes, sofrem em silêncio, inclusive dentro do próprio ambiente familiar. Isso porque, infelizmente, os casos de abuso e exploração sexual infantil ocorrem com frequência e, diante desse cenário, é fundamental que todos os familiares, amigos, vizinhos e, até mesmo, os profissionais de saúde, estejam atentos a sinais de alerta, mesmo em situações em que o contato com a criança ou adolescente seja limitado.

A psicóloga Hospital Ib Gatto Falcão, Licya Albuquerque, destacou a importância do conhecimento como forma de prevenção e combate ao abuso. Segundo ela, mudanças de comportamento são um dos primeiros sinais que podem indicar abuso. “É comum que a vítima se torne mais agressiva ou, ao contrário, se retraia e se isole. Alterações na rotina, atrasos no desenvolvimento cognitivo e falas soltas ou inusitadas também podem ser indícios importantes”, explicou.
Ao identificar sinais de abuso, o primeiro passo é denunciar. Canais como o Disque 100, o Conselho Tutelar e as delegacias especializadas estão disponíveis para acolher e encaminhar os casos. Além disso, a Rede de Atenção às Violências (RAV) atua orientando e encaminhando vítimas e suas redes de apoio para os órgãos competentes. “O acolhimento é essencial, é por meio dele que a vítima pode se sentir segura para falar e receber o atendimento adequado. O apoio à família também é parte importante nesse processo”, reforça Licya.

Licya também ressalta o papel fundamental das famílias e das instituições de ensino na prevenção, com a promoção de conversas francas e adequadas à idade sobre consentimento, limites corporais e formas de proteção, utilizando, se necessário, recursos lúdicos para facilitar a compreensão. Proteger é responsabilidade de todos. Denunciar é um ato de coragem e empatia. Prevenir é o caminho mais eficaz para combater essa violência.


