Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

O dia 24 de maio foi instituído como o Dia Nacional da Conscientização da Esquizofrenia, com o objetivo de informar, orientar e oferecer apoio às pessoas diagnosticadas com esse transtorno e aos seus familiares. Compreender a esquizofrenia, os serviços de suporte psicológico e o papel fundamental da família como núcleo do cuidado é essencial. O alerta é da especialista em saúde mental do Hospital Ib Gatto Falcão, Lara Moreira.
De acordo com ela, a informação, o acompanhamento profissional e o envolvimento familiar contribuem significativamente para a resolução de conflitos, o fortalecimento das redes de apoio e, sobretudo, para o combate ao estigma ainda associado às doenças mentais. Segundo Lara Moreira, a esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico que altera a forma como a pessoa percebe e se relaciona com a realidade.
“Os sintomas mais comuns incluem alucinações, delírios, desorganização do pensamento e do comportamento, o que causa sofrimento tanto para o paciente quanto para seus cuidadores. Apesar dos desafios, o cenário atual da esquizofrenia é marcado por importantes avanços. Com diagnóstico precoce, acompanhamento psiquiátrico contínuo, apoio psicossocial e, principalmente, um olhar humano e acolhedor, é possível proporcionar qualidade de vida e promover a reinserção social. A esquizofrenia não é uma sentença, e sim uma condição tratável”, salienta a especialista em saúde mental.

Por isso, de acordo com Lara Moreira, é fundamental que a sociedade assuma a responsabilidade de se informar. Isso porque, o combate ao estigma começa pela linguagem que utilizamos, pela forma como tratamos as pessoas afetadas e pelo compromisso coletivo de promover a saúde mental como um direito de todos.
“No Hospital Ib Gatto Falcão, oferecemos assistência multiprofissional à população em sofrimento psíquico. Nosso cuidado vai desde o atendimento emergencial em situações de crise até a internação na Ala de Saúde Mental, que conta com 12 leitos. Os pacientes recebem suporte de uma equipe dedicada, composta por médicos, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem, garantindo um atendimento integral e humanizado, 24 horas por dia”, informa Lara Moreira.

A falta de informação sobre o curso, o prognóstico e o tratamento da esquizofrenia frequentemente agrava a situação, conforme a especialista em Saúde Mental do Hospital Ib Gatto Falcão. Além disso, o estigma social ainda fortemente ligado aos transtornos mentais dificulta o acesso aos cuidados e a continuidade do acompanhamento em serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Residências Terapêuticas e hospitais com leitos psiquiátricos.
Lara Moreira ressalta que o diagnóstico é clínico, feito por um psiquiatra por meio de escuta ativa, empática e cuidadosa, considerando os sintomas e o contexto psicossocial do paciente. Quanto mais precoce for essa abordagem, maiores são as chances de uma resposta positiva ao tratamento.

“Nosso compromisso é oferecer um atendimento humanizado, respeitando as limitações e necessidades de cada indivíduo. Adaptamos nossas abordagens terapêuticas conforme cada caso, disponibilizando também os serviços de clínica médica e de urgência/emergência para pacientes com comorbidades clínicas, sempre visando à estabilização e reintegração à vida cotidiana”, destaca Lara Moreira.
Na Ala de Saúde Mental do Hospital Ib Gatto Falcão também são promovidas atividades de Arteterapia, como pintura com giz de cera, uso de massinha de modelar e outras formas de expressão artística. Essas práticas estimulam a atenção, a coordenação motora e a criatividade, além de fortalecerem o vínculo terapêutico e promoverem uma escuta acolhedora. “O diferencial da arte está em sua capacidade de transformação. Ela inspira e contagia, mesmo nas realidades mais desafiadoras”, enfatiza Lara Moreira.


