Repórter: Neide Brandão / Ascom Sesau
Fotos: Cortesia

Profissionais da equipe de transplantes renais e multiprofissional do Hospital do Coração Alagoano, em Maceió, marcaram presença no II Congresso Norte-Nordeste de Nefrologia, um dos mais relevantes encontros da especialidade no país, que aconteceu de 26 a 28 de junho, no Centro de Convenções. O evento foi um espaço de troca de experiências e apresentação de dados que refletem tanto os avanços quanto os desafios enfrentados na área de transplantes, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Representando o Hospital do Coração Alagoano, a assistente social Janayna Ernesto levou ao congresso um panorama detalhado sobre a realidade dos transplantes renais nessas regiões. Em sua fala, ela evidenciou a importância do Programa Alagoas Transplanta, implantado em 2024 pelo Governo de Alagoas, e que transformou o Hospital do Coração em referência estadual em transplantes renais, hepáticos e cardíacos.

Segundo Janayna, 26 procedimentos já foram realizados com sucesso desde a realização do primeiro transplante renal no Hospital do Coração Alagoano, em setembro de 2024, marcando um novo capítulo na saúde pública de Alagoas. “Além de reduzirmos o deslocamento de pacientes para outros estados, oferecemos um cuidado mais próximo, humanizado e com apoio de uma equipe multiprofissional altamente qualificada”, destacou.
A assistente social também chamou atenção para o papel estratégico do Serviço Social no acompanhamento dos pacientes transplantados, desde a fase pré-operatória até o pós-transplante. “Nossa atuação vai muito além do acolhimento. Avaliamos aspectos sociais que podem impactar a adesão ao tratamento, como acessibilidade, dinâmica familiar e condições socioeconômicas. Isso faz toda a diferença na sobrevida e na qualidade de vida dos transplantados”, explicou.

Durante a apresentação, Janayna abordou ainda os dados regionais mais recentes: em 2024, o Brasil registrou um aumento de 18% nos procedimentos de transplante em relação a 2022, com os transplantes renais representando cerca de 70% do total. Apesar disso, desafios persistem — especialmente em relação à recusa familiar na doação de órgãos, que ainda atinge 45% dos casos no país, contra índices de 8% a 10% em países como a Espanha.
A participação de profissionais do Hospital do Coração Alagoano no congresso reforça o compromisso da unidade com a inovação e o fortalecimento das políticas públicas de saúde em Alagoas. “A troca de conhecimentos e a visibilidade do nosso trabalho são fundamentais para continuarmos avançando. O que estamos fazendo aqui é salvar vidas e devolver esperança às famílias”, concluiu Janayna.


