Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão
Fotos: Carla Cleto / Ascom Sesau e Pedro Júnior / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

Para evitar o aumento de casos de meningite no Estado, a atualização do Cartão de Vacinação, especialmente durante a infância, é fundamental. A orientação é da médica Ariadna Reis, que atua no Hospital Geral Professor Ib Gatto Falcão, em Rio Largo.
A profissional destaca que a doença é imunoprevenível e que pode evoluir rapidamente e causar complicações graves, exigindo atenção redobrada das famílias e dos serviços de saúde. Nos primeiros mil dias de vida, período que compreende a gestação e os dois primeiros anos da criança, a imunização se destaca como uma das estratégias mais eficazes na proteção contra infecções severas, como a meningite meningocócica.
Com a recente atualização do Calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina Meningocócica C foi substituída pela Meningocócica ACWY, que oferece uma cobertura mais ampla contra os sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis. A médica Ariadna Reis, que atua na linha de frente da unidade, destaca que a prevenção continua sendo a forma mais segura e eficaz de proteger as crianças.
“É fundamental que os pais fiquem atentos ao novo Calendário Vacinal do Ministério da Saúde. A vacina ACWY é uma aliada essencial neste momento de surto, oferecendo proteção contra quatro tipos da bactéria que causa a doença”, alerta a médica Ariadna Reis.

A doença
A meningite pode se manifestar de forma súbita, com sintomas como febre alta, vômitos, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, sensibilidade à luz e sonolência. Em casos mais graves, a infecção pode levar à morte em poucas horas ou deixar sequelas neurológicas permanentes. A transmissão ocorre por meio de secreções respiratórias, como gotículas de saliva, sendo mais comum em ambientes fechados e com aglomeração, como escolas e creches.
“Temos que intensificarmos as ações preventivas e de orientação. A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde e é a principal forma de conter a propagação da doença”, completa a médica, ao salientar que, além da vacinação, a higienização frequente das mãos, o uso da etiqueta respiratória (cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar) e evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal é fundamental para evitar a doença.


