Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

No Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, a alimentação dos pacientes é tratada com a mesma seriedade dos demais cuidados terapêuticos. Muito além de preparar refeições, a produção alimentar na unidade segue protocolos rigorosos que garantem segurança, qualidade e apoio direto à recuperação dos pacientes.
A nutricionista Luana Souza destaca que a alimentação é parte fundamental do tratamento hospitalar. “No ambiente hospitalar, a comida é mais que nutrição. Ela precisa ser segura, balanceada, personalizada e preparada com todo o cuidado técnico. É uma extensão da terapia, e contribui diretamente para o bem-estar e a evolução clínica dos pacientes”, afirma.
Todo o processo começa antes mesmo da cozinha: a seleção criteriosa de fornecedores, a inspeção minuciosa dos alimentos recebidos e a higienização correta de hortifrúti são etapas indispensáveis para evitar riscos de contaminação. O controle de temperatura no preparo, armazenamento e transporte das refeições também segue normas técnicas específicas.

Além disso, a diversidade de dietas como hipossódica, pastosa, branda, líquida e enteral, exige atenção constante da equipe multiprofissional para garantir precisão nas prescrições e na execução. Um erro nesse processo pode comprometer seriamente a saúde do paciente. “A personalização das dietas é essencial. Precisamos respeitar as restrições alimentares, as condições clínicas e, sempre que possível, as preferências individuais dos pacientes”, complementa Luana Souza.
O coordenador de nutrição da unidade David Braga, responsável pela Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) do hospital, reforça a importância do trabalho técnico e integrado da equipe. “Trabalhamos com protocolos baseados em evidências e com uma equipe altamente capacitada. O objetivo é oferecer refeições que cumpram seu papel terapêutico e também tragam acolhimento. A alimentação é um cuidado que alimenta o corpo e fortalece o processo de cura”, explica o coordenador.

Para garantir a segurança alimentar, o hospital investe continuamente na capacitação dos profissionais da cozinha. Manipuladores treinados, uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), higienização ambiental e fluxos que evitam contaminação cruzada fazem parte da rotina da UAN.
Segundo o diretor do Hospital Ib Gatto Falcão, Graciliano Ramos, as boas práticas na produção de refeições hospitalares refletem um compromisso institucional com a saúde e a vida dos pacientes. “Cuidar da alimentação hospitalar é cuidar da saúde do paciente de forma integral. Estamos falando de um suporte que previne complicações, ajuda no controle de doenças como diabetes e hipertensão, e melhora a resposta clínica. É uma responsabilidade de toda a equipe e um reflexo direto do nosso padrão de qualidade”, ressalta o diretor.

Além da técnica e da segurança, aspectos como apresentação e sabor também são valorizados. Refeições bem preparadas e visualmente agradáveis ajudam a estimular o apetite e proporcionam conforto emocional, colaborando com a recuperação dos internados. No Hospital Ib Gatto Falcão, a alimentação hospitalar é mais do que uma necessidade fisiológica: é um cuidado humanizado e essencial, um elo entre a ciência da nutrição e o acolhimento no processo de cura.


