Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Ib Gatto Falcão

Um caso inusitado e com final feliz reforça a importância do acolhimento, da escuta ativa e do olhar atento no atendimento em saúde. Uma paciente, que preferiu não se identificar, deu entrada no Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, com queixa de dor pélvica persistente.
Segundo relato da própria mulher, o incômodo se arrastava havia mais de três anos, desde que foi submetida a um procedimento de laqueadura. Nesse período, ela buscou atendimento médico em diversas ocasiões, mas nenhum profissional conseguiu identificar a causa do desconforto.
Durante avaliação médica, foi identificada a presença de um fio de sutura não absorvível, remanescente da cirurgia, que permanecia no corpo da paciente. De acordo com as estudantes, o fio havia se projetado de dentro para fora, perfurando a pele e provocando dor constante. Ao tocar a região com os dedos, o fio furava a pele e era possível ver a pontinha saindo.
O procedimento para retirada do fio foi realizado na própria unidade, de forma simples e segura, sem a necessidade de cortes. Após higienização e esterilização dos instrumentos, as acadêmicas conseguiram remover o fio com cuidado, proporcionando alívio imediato à paciente.

O caso evidenciou não apenas a importância do cuidado técnico, mas também o valor do atendimento humanizado. A paciente se emocionou ao relatar o sentimento de gratidão, especialmente por ter, após tantos anos, sua dor finalmente reconhecida e solucionada. Muitos médicos e até familiares diziam que era exagero ou coisa da minha cabeça. Só agora alguém realmente me ouviu”, relatou a paciente.
A direção da unidade destacou a importância de valorizar a escuta ativa no atendimento clínico, sobretudo em situações em que a dor do paciente é desacreditada. O episódio também reforça o papel fundamental das instituições de ensino e da prática supervisionada dos acadêmicos na qualificação da assistência em saúde.
Para o médico Paulo Lincoln, experiências como essa são valiosas não só para o aprendizado, mas para a formação de profissionais mais sensíveis e comprometidos com a escuta e o cuidado integral. “Vivências como essa mostram que a urgência e emergência não são feitas apenas de procedimentos técnicos. Elas exigem empatia, atenção aos detalhes e a capacidade de olhar além do óbvio. Essa é a verdadeira essência da Medicina”, destacou.


