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Trabalho de captação do Hemoal faz Alagoas chegar a quase 70 mil cadastrados para doação de medula óssea

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Repórter: Josenildo Törres / Ascom Hemoal
Repórteres Fotográficos: Carla Cleto e Olival Santos / Ascom Hemoal

A doação consiste em uma punção na medula óssea, cujo líquido é transplantado para o organismo do paciente em tratamento de uma doença hematológica, como a leucemia_FOTO_Carla Cleto 1

Graças ao trabalho de captação realizado diariamente pelo Hemocentro de Alagoas (Hemoal), o estado alcançou a marca de 68.754 pessoas cadastradas para a doação de medula óssea. Neste sábado (20) – Dia Mundial do Doador de Medula Óssea – o número de voluntários representa a esperança para pacientes acometidos por doenças hematológicas como a Leucemia, que necessitam do transplante para alcançarem uma nova chance de vida. 

Apenas um a cada 100 mil doadores de medula óssea será compatível com um receptor, ou seja, um paciente que necessita de um transplante para sobreviver. Deste modo, aumentar o número de alagoanos cadastrados é imprescindível, uma vez que encontrar alguém apto a doar é tão difícil quanto acertar os números de um jogo de loteria, apontam estatísticos. 

A médica hematologista do Hemoal, Verônica Guedes, diz que, quanto maior o número de alagoanos cadastrados como doadores de medula óssea, maiores as chances de encontrar voluntários compatíveis_FOTO_Olival Santos 

Essa dificuldade se deve a necessidade de que o doador e o receptor apresentem códigos genéticos semelhantes para que a doação e o transplante possam ocorrer. Entretanto, como o Brasil é um país miscigenado, uma vez que a população é formada por indígenas, africanos, americanos, europeus e asiáticos, encontrar essa compatibilidade se torna uma tarefa cada vez mais complexa.

Por isso, conforme a médica hematologista do Hemoal, Verônica Guedes, quanto maior for o número de alagoanos cadastrados como doadores de medula óssea, maiores serão as chances de encontrar voluntários compatíveis com os pacientes que necessitam do transplante. “Por esta razão, o Núcleo de Captação do Hemoal promove ações para aumentar o quantitativo de cadastrados, porque este é o caminho para que mais pacientes encontrem doadores compatíveis”, ressalta.

Para se cadastrar como doador de medula óssea, é preciso necessário doar 5 ml de sangue para analisar o código genético_FOTO_Carla Cleto

Como se Cadastrar

Para se cadastrar como doador de medula óssea, é necessário seguir critérios pré-estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Além de ter entre 18 e 35 anos, o voluntário deve portar documentos como CPF ou RG, um comprovante de residência, além de estar em boas condições de saúde, não ser portador de doença infectocontagiosa, não ter tido câncer e não ser portador de doença autoimune.

No momento do cadastro, o voluntário preenche um formulário e faz a doação de 5 ml de sangue, cuja amostra será submetida a um exame laboratorial para obter o código genético, que será remetido ao Cadastro dos Doadores de Medula Óssea (Redome). Com isso será possível fazer um cruzamento com os dados do Cadastro de Receptores de Medula Óssea (Rereme), onde os pacientes que precisam de transplantes estão contidos.

Em caso de compatibilidade, o doador será convocado para realizar exames complementares. Por meio da comprovação da compatibilidade, o doador será convocado para realizar o procedimento, onde o Ministério da Saúde arca com todos os custos para o transporte e hospedagem do doador.

Para se cadastrar como doador de medula óssea, é preciso preencher um formulário com informações pessoais_FOTO_Carla Cleto

Doação

A doação consiste em uma punção na medula óssea, que não deve ser confundida com a coluna vertebral. Através deste procedimento, é retirada uma quantidade de um líquido esponjoso que será utilizado para ser transplantado no paciente compatível e que está acometido por uma doença hematológica.

“Depois de realizar a doação para o transplante de medula óssea, o voluntário já pode retomar suas atividades normais em até 48 horas, comprovando que o procedimento é simples. Por isso, conclamamos os alagoanos que ainda não se cadastraram para doar medula óssea, que possam se tornar potenciais doadores, pois este gesto é decisivo para salvar a vida de um paciente que corre contra o tempo a espera de um transplante”, frisa Verônica Guedes.

Cadastrada desde 2023 como doadora de medula óssea, Alice Vieira fez a doação em janeiro deste ano_FOTO_Olival Santos

Doadora

Cadastrada desde 2023 como doadora, durante uma ação itinerante promovida pelo Hemoal,  a agente comercial Alice Vieira, de 27 anos, foi convocada para realizar a doação em janeiro deste ano. Por meio do ato, ela ajudou a salvar a vida de um paciente de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e relata ter realizado um sonho.

“Sou estudante de Enfermagem e, como futura profissional de saúde, sou doadora de sangue e medula óssea. Sempre tive o sonho de ser convocada para doar, mas sabia que era difícil ser compatível com alguém. Para a minha felicidade, em janeiro deste ano fui convocada e viajei até Recife com todas as despesas pagas pelo Ministério da Saúde, onde fiz a doação. É uma sensação indescritível e conclamo os alagoanos a se cadastrarem”, afirmou Alice Vieira.

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