Repórter: Maju Silva / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão
Fotos: Pedro Júnior / Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

No contexto do Dezembro Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre o HIV/Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, destaca o papel estratégico da Nutrição no cuidado integral às pessoas que vivem com HIV. A ação reforça a importância de uma abordagem multiprofissional que una ciência, acolhimento e combate ao estigma.
Com os avanços no tratamento, hoje é possível alcançar a carga viral indetectável, condição em que o vírus não é transmitido por via sexual (I = I). Contudo, para que essa conquista seja mantida ao longo do tempo, o estado nutricional tem impacto decisivo tanto na resposta terapêutica quanto na qualidade de vida.
No Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, o setor de Nutrição atua diariamente na avaliação, no monitoramento e na intervenção nutricional dos pacientes. O objetivo é fortalecer o sistema imunológico, manejar possíveis efeitos colaterais da terapia antirretroviral e prevenir deficiências nutricionais que podem comprometer a eficácia do tratamento.
O nutricionista David Braga, coordenador do setor, explica que a Nutrição é parte essencial da assistência: “A alimentação adequada melhora a resposta ao tratamento, reduz complicações e oferece mais qualidade de vida ao paciente. Nosso compromisso é garantir um cuidado técnico, humano e livre de estigma”, destaca o nutricionista.
A equipe também elabora protocolos individualizados voltados à manutenção e recuperação da massa magra, prevenção de sarcopenia e orientações dietéticas adaptadas às necessidades de cada fase do tratamento.
David Braga reforça ainda que o acolhimento é um ponto central no cuidado oferecido: “O paciente que se sente respeitado, ouvido e bem orientado adere melhor ao tratamento. A Nutrição contribui diretamente para essa adesão, porque impacta na energia, na disposição e no bem-estar diário”.
Cuidado livre de preconceito
O hospital ressalta que o combate ao estigma é uma diretriz institucional. O preconceito ainda é uma das principais barreiras para o diagnóstico e o início precoce do tratamento, e a assistência em saúde deve ser sempre pautada por evidências científicas, ética e empatia.


