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HGE salva a vida de estudante de 18 anos que pedalava em busca de uma oportunidade de trabalho

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Repórter: Thallysson Alves / Ascom HGE 
Fotos: Thallysson Alves / Ascom HGE e Divulgação

Em casa, Ryan recebe o carinho de sua família e segue com todas as recomendações para a sua reabilitação_FOTO_Thallysson Alves

O estudante Ryan Henrique Costa de Castro, de 18 anos, é mais um alagoano salvo pelo Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. Ele foi atropelado no dia 24 de outubro, na Avenida Comendador Leão, no bairro Poço, capital alagoana, quando pedalava para uma entrevista de emprego no bairro do Farol. Ele sofreu politraumatismo, precisou ser internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, agora, já está em casa, curtindo o carinho de sua família. 

A mãe dele, Tatiane Nunes Costa, de 43 anos, lembra que, no dia do acidente, o filho já havia ido ao Centro de Maceió de bicicleta. Desde o início do dia, ele estava na expectativa pela possibilidade de conquistar uma oportunidade profissional, o que também ajudaria a renda de sua família.  A notícia do atropelamento foi um baque para os familiares, que ainda tiveram que encarar, segundo eles, a falta de empatia do condutor do carro envolvido. 

“Quando a assistente social do HGE me ligou, no início achei que podia ser um trote, ou golpe, mas, quando ela falou que procurava pelos familiares do meu filho, o meu coração disparou. Ela não adiantou a gravidade da situação, apenas pediu para eu comparecer ao hospital e disse que tudo iria ficar bem. Eu fiquei muito preocupada, tensa e fiquei até desnorteada quando vi o estado do meu filho na Área Vermelha”, recordou Tatiane, que se mudou de São Paulo há 10 anos. 

Amparado pela mãe, Ryan passará por processo de reabilitaão para voltar a ter uma vida normal_FOTO_Thallysson Alves

Ryan sofreu traumatismo cranioencefálico, fratura no tornozelo direito e várias escoriações pelo corpo. Ele precisou ficar entubado por alguns dias e receber cuidados intensivos. Na UTI, uma equipe multidisciplinar esteve à frente de seu tratamento, sempre no objetivo de restabelecer a sua saúde e evitar sequelas permanentes. Foi neste lugar que o jovem acordou e ficou ciente da tragédia que aconteceu, apesar de não lembrar de como ocorreu o acidente de trânsito. 

“Eu não lembro de nada, então quando acordei e vi como estava, eu fiquei desesperado. Porém, muita gente me acolheu, me acalmou, conversou comigo, explicou o passo a passo e aos poucos fui conseguindo superar cada fase. Até que eu pude ser levado para Enfermaria e, por lá, encontrei outros profissionais que me ajudaram muito! Se hoje estou aqui em casa, contando essa história, é porque encontrei o socorro e o tratamento que eu precisava”, disse Ryan, ainda com dificuldade para falar, devido a traqueostomia que foi feita quando esteve internado no HGE. 

O ovem Ryan ainda está com dificuldades para falar, devido a traqueostomia e para se locomover, em razão de lesão no tornozelo_FOTO_Thallysson Alves

Dados 

Em 2024, a maior unidade de urgência e emergência da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) registrou 5.525 ocorrências de trânsito, entre colisões (2.524), acidentes de moto (2.113), atropelamentos (458), acidentes de bicicleta (278) e capotamentos (152). De janeiro a novembro deste ano já foram 5.311 casos (2.389 colisões, 2.147 acidentes de moto, 374 atropelamentos, 277 acidentes de bicicleta e 124 capotamentos); no mesmo período do ano passado foram 5.045 (2.303 colisões, 1.933 acidentes de moto, 425 atropelamentos, 248 acidentes de bicicleta e 136 capotamentos). 

“Se podemos tirar como lição alguma coisa sobre esse susto, eu posso afirmar que é sobre dar mais valor às pessoas, menos aos bens. Às vezes acontecem coisas para aprendermos e inteligente é quem valoriza a vida. Infelizmente não sentimos do motorista do carro que chocou contra o nosso filho qualquer tipo de preocupação, mas agradecemos a Deus por ter colocado em nossas vidas pessoas que foram verdadeiros anjos da guarda”, acrescentou o pai da vítima, Daniel da Cunha Cabral, de 45 anos. 

Para ajudar a família, o estudante tinha costume de buscar oportunidades para geração de renda e trabalhava como vendedor_FOTO_Divulgação

Em casa, Ryan está de repouso e em breve irá iniciar a fisioterapia, terapia ocupacional e seções com o psicólogo. Ele tem dificuldade para movimentar a sua mão direita e sua visão foi prejudicada com o acidente. Apesar de tudo isso, ele afirma que não desistiu do seu sonho de ser jogador de futebol. Desse modo, terá paciência para superar cada etapa até o momento que ele irá conseguir voltar aos gramados. 

“Em questão de segundos, o meu sonho de ser jogador poderia ter sido interrompido por um desconhecido. Por isso, é importante que todas as pessoas no trânsito trafeguem com atenção, prudência e menos pressa. Dessa vez, eu fui o mais prejudicado, mas esse risco é para todo mundo, pedestres, motoristas e passageiros. Por isso, vamos ter mais amor ao próximo, respeitar as outras vidas, agir com solidariedade e com respeito à família e à história de cada pessoa”, reforçou o “jogador caro”, como é chamado Ryan, torcedor do Corinthians, pelos colegas de racha.

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