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Hospital Ib Gatto Falcão segue protocolo de Manchester para atendimento de pacientes

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Repórter: Maju Silva
Repórter Fotográfico: Pedro Junior

A classificação de risco é uma ferramenta essencial para a segurança dos pacientes e para o bom funcionamento do serviço

Em unidades de urgência e emergência é comum que pacientes e acompanhantes estranhem o fato de o atendimento não ocorrer por ordem de chegada. No entanto, essa organização segue critérios técnicos e de segurança definidos por um sistema internacionalmente reconhecido: o Protocolo de Manchester. O objetivo é garantir que os pacientes em situação mais grave sejam atendidos primeiro.

Adotado em hospitais de todo o mundo, o protocolo é um método de classificação de risco que organiza o fluxo de atendimento conforme a gravidade do quadro clínico, e não pelo horário de entrada na unidade. Dessa forma, pessoas com risco iminente de morte recebem assistência imediata, enquanto casos menos urgentes podem aguardar com segurança.

A triagem é realizada por um enfermeiro classificador, profissional capacitado e treinado especificamente para essa função. Durante a avaliação, são observados sinais vitais, queixas principais, nível de consciência, dor, histórico clínico e outros sintomas que ajudam a identificar o grau de urgência do atendimento.

De acordo com a coordenadora de enfermagem do hospital, Eneida Cristina, o processo é rápido, técnico e criterioso. “Em poucos minutos, avaliamos o estado geral do paciente, seus sinais vitais e a principal queixa. A partir dessa análise, definimos a prioridade de atendimento. Isso não significa que alguém será deixado de lado, mas que o cuidado é organizado para salvar vidas”, explica.

O Protocolo de Manchester utiliza um sistema de cores que indica o tempo máximo recomendado de espera, conforme segue:

– Vermelho: atendimento imediato (emergência)

– Laranja: muito urgente (até 10 minutos)

– Amarelo: urgente (até 60 minutos)

– Verde: pouco urgente (até 120 minutos)

– Azul: não urgente (até 240 minutos)

Segundo o diretor-médico da unidade, Pedro Andrade, a classificação de risco é uma ferramenta essencial para a segurança dos pacientes e para o bom funcionamento do serviço. “Se o atendimento fosse realizado apenas por ordem de chegada, pacientes em situação grave poderiam ter o quadro agravado enquanto aguardam. A classificação de risco garante que a equipe atue de forma rápida e eficaz, priorizando quem realmente precisa de intervenção imediata”, destaca o médico.

Além de organizar o fluxo de atendimento, o conhecimento sobre esse protocolo contribui para reduzir conflitos e aumentar a confiança da população nos serviços de urgência. Quando o usuário entende que o critério é técnico, baseado em evidências e na gravidade clínica, o tempo de espera deixa de ser interpretado como descaso e passa a ser compreendido como parte de um cuidado responsável e seguro.

Por isso, informar a população sobre como funciona a classificação de risco é também uma forma de cuidar. A educação em saúde fortalece o vínculo entre a equipe e os usuários, promove mais tranquilidade no ambiente hospitalar e garante que o atendimento de urgência cumpra seu principal papel: salvar vidas com equidade, segurança e humanização.

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